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domingo, 15 de maio de 2016

Flávio Dino: Aos profetas do caos, digo que eles podem torcer muito, mas vão perder porque o governo do Maranhão vai continuar seu caminho

"Sofremos, como líderes políticos, o julgamento do supremo tribunal da história. Não quero para mim o veredito de um oportunista, de um fraco, de um covarde, de um incoerente, de quem se esconde diante de uma conjuntura”, ressaltou.
O governador Flávio Dino, ao participar do encontro de pré-candidatos a prefeitos(as) do PCdoB, na manhã de sábado (14), no auditório da Assembleia Legislativa, voltou a se manifestar sobre seu posicionamento contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, ressaltando que uma das razões foi a defesa das políticas federais de distribuição de renda (tímidas, porém fundamentais) para o Maranhão.

O governador disse que havia uma ideia de que ele estaria construindo um isolamento ao redor de seu posicionamento. “Havia uma leitura política e um dever de coerência que levava à atitude que eu adotei _ firme, clara, corajosa, desassombrada _ contra o impeachment. O que a sociedade espera de um líder político é atitude de respeito ao povo”, disse.

Para Dino, esse modelo de político tradicional, chamado de ‘raposa política’, que ninguém sabe ao certo o que ele pensa, não é correto para os dias de hoje.

“É preciso ter muita transparência. Não sou daqueles que acha que é mérito estar sempre do lado vencedor. Às vezes o mérito é estar do lado que aparentemente perdeu. Sofremos, como líderes políticos, o julgamento do supremo tribunal da história. Não quero para mim o veredito de um oportunista, de um fraco, de um covarde, de um incoerente, de quem se esconde diante de uma conjuntura”, ressaltou.

O governador teceu críticas aos que se aproveitaram dos governos petistas e depois abandonaram o barco. “Quando o barco começa a fazer água, os primeiros que pulam são os ratos. Eu não posso pular no mar junto com os ratos. Não fui eleito para isso. Foram bichinhos longamente beneficiados por essa navegação”, disse.

Fez questão de ressaltar que o que fez, e está fazendo, é o melhor para o Maranhão, enfatizando que no jogo político não se pode perder a autoridade e o respeito. “O nosso governo está totalmente protegido porque é impossível desconhecer a importância que temos no debate político nacional. Os que perderam a eleição torcem contra o Maranhão. Torcem para que haja perseguição. Aos profetas do caos, digo que eles podem torcer muito, mas vão perder porque o governo do Maranhão vai continuar seu caminho”.

Financiamento de campanhas
Flávio Dino ressaltou que o financiamento de campanhas eleitorais por empresas deu errado e foi um dos motivos da crise na política. No Maranhão, segundo ele, o modelo de financiamento se baseava em convênios e dinheiro de agiotas.

“Isso não é certo. Vão passar o resto da vida respondendo a processos. O modelo tradicional deu errado e tem muitos inelegíveis. Não podemos repetir isso. Tem prefeito que não faz nada porque está pagando agiotas. Não vai ter financiamento empresarial, não vai ter financiamento de agiota _ e vamos ficar atentos a isso _ e não vamos fazer convênios fantasmas”, enfatizou, acrescentando que não se pode perder o mais sagrado: falar a verdade, ser transparente, franco e direto.

“Vocês têm que debater e apontar soluções para os problemas das cidades. Nós vamos estar lá pra dizer que vamos apoiar na solução dos problemas. No entanto, o discurso é construído na pré-campanha em encontros com a população”, completou.´

Segundo ele, o importante é o diálogo com a população, pois a vitória eleitoral é construída na pré-campanha. Citou como exemplo o movimento ‘Diálogos pelo Maranhão’ que possibilitou a vitória em quase todos os municípios.

“Nós ganhamos a eleição no ‘diálogos pelo Maranhão’. Foi o colchão de proteção na nossa campanha. É preciso focar menos nos políticos e mais no povo. Sua excelência o povo é quem decide. É preciso ter atitude para ganhar o sentimento da sociedade. O povo está cansado da mesmice”, ressaltou.

Prioridades
Para o governador, as prioridades ou ‘dogmas de fé’, em meio à crise, são o pagamento da folha de pessoal, a manutenção do custeio da saúde, o pagamento de dívidas e as obras que estão em andamento. Na área da saúde, o custo mensal de cada unidade é de R$ 3 milhões. São seis novos hospitais que foram colocados em funcionamento, o que gera uma despesa de mais de R$ 200 milhões por ano. Fora outros serviços e unidades colocados à disposição da população.

O governador destacou que o estado tem dívidas vencidas, em 2015, da ordem de 1 bilhão e 200 milhões, de uma dívida total de 5 bilhões. A cada seis meses, R$ 160 milhões ao Bank Of America, de uma dívida contraída no governo de Roseana Sarney.

Sobre as cobranças por mudanças, o governador disse que a maior mudança foi a de atitude. “O Maranhão hoje tem um governador sério, honrado, honesto e corajoso e que trabalha muito. Isso já é uma grande mudança”.

Ele aproveitou para anunciar que paga o salário do mês de maio na quinta-feira (26).

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