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terça-feira, 10 de maio de 2016

Flávio Dino: Waldir Maranhão teve a coragem que poucos tiveram; tentou conter a marcha da insensatez

O governador Flávio Dino elogiou a postura e coragem do deputado Waldir Maranhão que, na manhã de segunda (09), tomou a iniciativa de anular a admissibilidade do impeachment, acatando recurso da Advocacia-Geral da União (AGU). Foi uma tentativa de conter o golpe, a marcha da insensatez, segundo o governador. “O deputado Waldir Maranhão teve a coragem que poucos tiveram: votou NÃO ao golpe e tentou conter a marcha da insensatez. Tem o meu respeito”, disse Dino.

Diante da reação pesada de aliados de partido, que o ameaçaram de expulsão e da possibilidade de enfrentar um processo de cassação no Conselho de Ética, Waldir Maranhão, no início da noite de ontem, resolveu voltar atrás e revogar a decisão de anular o impeachment. Quanto a esse gesto, o governador disse que discorda, mas acredita que pesou a decisão do Senado em não acatar o pedido de Maranhão, além das dificuldades de se manter firme diante da onda “consensual” em torno do golpe, como em 1964.

“Em face da decisão do Senado, o deputado Waldir Maranhão revogou sua decisão sobre o recurso da Advocacia Geral da União. Discordo, mas respeito. Muito difícil discordar e se manter firme diante dessa onda avassaladora e "consensual". Foi assim em 1964 e está sendo assim novamente”, ressaltou.

Mesmo enfrentando uma onda avassaladora de críticas de segmentos que apoiam o golpe e de ataques covardes nas redes sociais, o governador mantém a altivez e a disposição em continuar na luta contra o golpe. “Orgulho-me de defender a Constituição, a Democracia e o Estado de Direito, princípios que estão muito acima de conjunturas difíceis”, finalizou.

Confira outros tweets do governador sobre o golpe:

Lembro-me sempre do deputado Tancredo Neves se opondo a Auro Moura Andrade em noite tenebrosa e "consensual" no Congresso em abril de 1964.

Parabenizo o grande jurista José Eduardo Cardoso, irreparável na defesa competente e séria do mandato constitucional da presidenta Dilma.

E segue a luta em defesa do mais longo ciclo democrático da vida institucional brasileira. Estamos diante de um absurdo político e jurídico.

Além das manifestações de juristas do Brasil, chamo atenção à posição do secretário geral da OEA e do presidente da Corte Interamericana".

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