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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Guerra contra o atraso

Batalhas travadas em várias dimensões, que não se resolvem do dia para a noite. Em 17 meses, a população viu o Estado recuperar a autoridade sobre o sistema penitenciário, onde centenas de vidas eram ceifadas nas guerras entre facções. Mais de 1.500 policiais contratados reforçam o efetivo e a presença das forças policiais nas ruas.
Por Robson Paz
Radialista, jornalista,
Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos

Por décadas, direitos essenciais foram negados à maioria da população maranhense. Direitos civis, sociais e coletivos. Direito a ter identidade, acesso a registro civil, por exemplo. Documento básico para o exercício da cidadania. Direitos sociais, como acesso à educação e segurança foram negligenciados pelo Estado.

Na década passada, em pleno século 21, apenas 58 dos 217 municípios maranhenses tinham ensino médio. As forças de segurança do Estado foram progressivamente sucateadas. A menor relação policial por habitante do país. Municípios sem delegacias, polícias sem armas e viaturas. Sequer existia sistema de comunicação. Policiais se comunicavam por meio de celulares.

Tanto descaso associado a uma sociedade, em que cada vez mais os valores familiares perdem espaço para a midiatização da violência, não é de estranhar que o tempo cobre a fatura.

Por certo tantos erros corroboram para a violência. Basta ver o perfil dos deliquentes. No mais das vezes adolescentes excluídos socialmente e recrutados pelo tráfico. Uma tragédia social, que exigirá esforço de anos, talvez décadas, para que sejam minimizados os índices de criminalidade e violência.

E por mais paradoxal que seja a reação dos criminosos ocorre porque o governo inverte a ‘política’ de negação de direitos. Batalhas travadas em várias dimensões, que não se resolvem do dia para a noite. Em 17 meses, a população viu o Estado recuperar a autoridade sobre o sistema penitenciário, onde centenas de vidas eram ceifadas nas guerras entre facções. Mais de 1.500 policiais contratados reforçam o efetivo e a presença das forças policiais nas ruas.

Novas viaturas, armamentos e sistema de comunicação moderno foram adquiridos. Policiais valorizados e com estímulo para trabalhar. Com o Pacto pela Paz, o governador Flávio Dino instituiu premiação por apreensão de armas de fogo e a interação permanente das polícias com os conselhos comunitários para ajudar no combate ao crime.

Noutro flanco, mais investimentos na educação profissionalizante visando garantir à juventude conhecimento e acesso ao mercado de trabalho. Escolas dignas para as crianças subjugadas a estudar em escolas de taipa e palha; valorização dos professores. Medidas que certamente ajudarão nosso estado a vencer a guerra contra o atraso.

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