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sexta-feira, 13 de maio de 2016

O ocaso político de Roseana e autofagia do grupo Sarney

Os ataques de Ricardo Murad, que escalou a filha Andrea Murad para dizer que a ex-governadora deve se aposentar da política, fragilizou ainda mais a filha querida do ex-senador José Sarney.
Outro que também está em pé de guerra com Roseana é o senador João Alberto, que não atende mais as suas ordens e é quem hoje faz o que quer no PMDB.
Por John Cutrim
(com acréscimos)

A ex-governadora Roseana perdeu poder de mando dentro do grupo Sarney. A escolha do irmão, deputado federal Sarney Filho (PV) para o ministério do Meio Ambiente, aponta que ele deve ser o candidato ao Senado em 2018 (ou mesmo ao governo) e expõe ao mesmo tempo a fraqueza e debilidade política de Roseana, que tanto trabalhou pelo golpe contra a presidente Dilma.

Os ataques de Ricardo Murad, que escalou a filha Andrea Murad para dizer que a ex-governadora deve se aposentar da política, fragilizou ainda mais a filha querida do ex-senador José Sarney. Esses ataques de Murad teriam sido pelo fato de Roseana dizer que não havia assinado ou autorizado atos do programa “Saúde é Vida”, deixando o ex-secretário como mentor de todos os esquemas de desvios milionários.

Vingativa, Roseana Sarney acenou para a candidatura natimorta de Fábio Câmara à Prefeitura de São Luís. Sem expressão política na capital, no exercício de um mandato pífio, Câmara não consegue decolar nas pesquisas.

Outro que também está em pé de guerra com Roseana é o senador João Alberto, que não atende mais as suas ordens e é quem hoje faz o que quer no PMDB. Como peça figurativa, a ex-mandatária do Maranhão não tem mais poder nenhum de decisão no partido.

A ex-governadora viu seus planos de ser ministra irem por água abaixo por conta das acusações de envolvimento em casos de corrução. Ela é acusada de receber propina do doleiro Alberto Yousseff, segundo a Lava Jato, e por desvios de recursos públicos da Secretaria de Saúde, através do programa “Saúde é Vida”, conforme denúncia do Ministério Público acatada pelo juiz da 7ª Vara Criminal.

Em algum ministério do governo golpista, Roseana poderia viabilizar sua candidatura ao Senado e ainda ganharia força para enfrentar as acusações de corrupção, além de ter foro privilegiado. Foi colocada de escanteio no primeiro escalão. Deve estar barganhando alguma coisa nos segundo e terceiro escalões.  Ainda assim, isolada, Roseana brigará pela vaga na disputa para o Senado com o irmão, que dessa vez parece ter a preferência de José Sarney.

Enquanto o isso o grupo Sarney vai se digladiando. Uma ruptura interna que mostra também que o velho oligarca já não tem forças para manter a unidade do grupo e nem para fazer prevalecer as vontades de Roseana.

Enquanto isso, o grupo Sarney vai se dilacerando.

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