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quinta-feira, 5 de maio de 2016

PT vai questionar na comissão do impeachment consequências das ações de Cunha

Sessão desta quinta vai ouvir defesa da presidente; senadores petistas vão apresentar parecer contrário ao de Anastasia
ISABELA BONFIM
O ESTADO DE S.PAULO

BRASÍLIA - Após liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, que afastou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do mandato de deputado federal e, consequentemente, do comando da Casa nesta quinta-feira, 5, governistas vão questionar o vício do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff por desvio de finalidade de Cunha. A tese, já levantada pela defesa, foi rechaçada na quarta, 4, no relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável ao impeachment.

"Como denunciamos desde o primeiro momento, houve um desvio de finalidade, um desvio de poder no posicionamento dele de aceitar essa denúncia em relação à presidente Dilma. Isso macula o processo desde a sua origem", afirmou o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

A sessão desta quinta-feira, 5, na comissão do impeachment é dedicada à discussão do relatório de Anastasia e a estratégia dos governistas será questionar, justamente, o vício do processo com base na "falta de credibilidade" de Cunha na aceitação e condução do processo na Câmara.

"Claro que vamos trazer hoje essa questão, porque essa decisão do ministro Teori, que deve ser confirmada pelos demais ministros, comprova o fato de que o presidente da Câmara usou do seu poder para atender a interesses que não o do público", disse Costa.

O líder do governo espera um grande debate hoje na comissão, questionando se a decisão da Câmara dos Deputados, de denunciar a presidente Dilma, deve ser cumprida. Por outro lado, o relatório de Anastasia, além de desconsiderar qualquer desvio de finalidade de Cunha, considera que a decisão não coube apenas ao presidente da Câmara, mas a todos os deputados que votaram em plenário em 17 de abril. Os governistas vão entregar à comissão do impeachment um voto em separado com parecer contrário ao de Anastasia.

Reflexão para a história. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) criticou que a decisão do ministro Teori tenha saído tão tarde. "Ele já cumpriu o papel sujo dele de ser o protagonista para promover o impeachment da presidente. É lamentável que ele não tenha sido afastado antes. É um dado que servirá de reflexão para a história", disse.

A decisão do ministro Teori foi tomada mais de cinco meses depois de a Procuradoria Geral da República ter pedido o afastamento de Eduardo Cunha, em dezembro do ano passado, alegando que ele usou o cargo para interferir nas investigações da Operação Lava Jato. No mesmo mês, Cunha aceitou o pedido de impeachment da presidente.


"O que boa parte da sociedade brasileira está se perguntando nesse momento é por que ele não foi afastado antes. A quem interessava que ele fosse afastado da Câmara somente depois de cumprir o papel de maestro do golpe?", indagou Fátima. 

Um comentário:

  1. Sem choro, agora já era, o mala do Cunha fez o que tinha que ser feito e agora será afastado e provavelmente condenado e preso. Mas deixou um legado, tirar essa beócia do planalto. Vamos fazer uma limpeza na política, o próximo será Temer, Renan, Aécio etc etc etc...até depurar essa lama que é a política brasileira.

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