terça-feira, 14 de junho de 2016

Adolescente morre atropelado por ‘ônibus-sucata’ na Avenida Lourenço Vieira da Silva

O ônibus da empresa Tapajós, que seguia no sentido da Cidade Operária, desenvolvia alta velocidade e terminou arrastando duas motos por mais de 10 metros. Juan morreu no local. 
O ônibus é mais uma das inúmeras ‘sucatas’ que continuam circulando em São Luís, mesmo com a realização da licitação do sistema de transporte.

O adolescente Juan Gusmão Barbosa, 13 anos, residente na Vila Janaína, foi atropelado e morto por um ônibus da empresa Tapajós na Avenida Lourenço Vieira da Silva, no início da tarde desta terça-feira (14).

O atropelamento ocorreu no semáforo do cruzamento da Avenida Lourenço Vieira da Silva com a Rua Paulo VI, no Jardim São Cristóvão I. O adolescente estava na garupa de uma moto que foi arrastada pelo ônibus no momento em que estava parada no semáforo.

O ônibus da empresa Tapajós, que seguia no sentido da Cidade Operária, desenvolvia alta velocidade e terminou arrastando duas motos por mais de 10 metros. Juan morreu no local. O motorista do ônibus alegou que os freios falharam e não teve como evitar o atropelamento.

Juan retornava para sua residência juntamente com um tio, que pilotava a motocicleta, depois de colocar créditos na carteira de estudante no Terminal de Integração do São Cristóvão. Ele era aluno da Escola Maria José Aragão, na Cidade Operária.

O ônibus é mais uma das inúmeras ‘sucatas’ que continuam circulando em São Luís, mesmo com a realização da licitação do sistema de transporte. 

A reportagem do blog constatou que todos os pneus do ônibus estavam ‘carecas’, além da visível falta de manutenção.

Acidentes constantes
detalhe dos pneus 'carecas'
Segundo relatos de moradores do Jardim São Cristóvão, o semáforo, no cruzamento da Avenida Lourenço Vieira da Silva com a Rua Paulo VI, é um local de acidentes constantes. Segundo eles, motoristas que seguem no sentido da Cidade Operária sempre desenvolvem alta velocidade, após passarem pelo Terminal do São Cristóvão. Mesmo com o sinal vermelho, muitos terminam avançando por conta dessa velocidade excessiva, provocando acidentes.

A solução seria a instalação de uma barreira eletrônica nas proximidades do antigo Posto Gauchão, o que faria com que os motoristas reduzissem a velocidade nas proximidades no cruzamento. 

Familiares do adolescente Juan aproveitaram para fazer críticas ao Secretário de Trânsito e Transportes, Canindé Barros, que já deveria ter providenciado a instalação de um redutor de velocidades na principal via de acesso á região da Cidade Operária.

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