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quarta-feira, 1 de junho de 2016

O resgate econômico do Maranhão e o Porto do Itaqui

Na contramão, colidindo com um passado de sinecuras, privilégios, favorecimentos e corrupção, o Porto do Itaqui registrou recordes de operação e lucratividade em 2015 e segue a mesma tendência em 2016, movimentando R$ 7,3 bilhões em mercadorias nos quatro primeiros meses deste ano.
Editorial JP, 1º de junho

Ao assumir o governo em 2015, o governador Flávio Dino sabia que algumas crises precisavam ser imediatamente sanadas, que havia muito a resgatar, especialmente em termos de decência pública, gestão dos negócios de Estado, segurança, saúde, educação, mas, para além das urgências, era extremamente necessário dar início ao resgate da tumultuada economia maranhense.

Tudo o que dizia respeito a geração de emprego e renda, índice de desenvolvimento humano, serviços de todos os gêneros, comércio, estava abalado e constatado pelas estatísticas que desde muito apresentavam o Maranhão como estado mais pobre do Brasil. Independente de nossas potencialidades, o governo não gerenciava o desenvolvimento, fosse no setor da indústria, da agricultura e pecuária, e de serviços. Essa situação se alongava no tempo em tal proporção que a definição de caos econômico cabia como uma luva nas análises da maioria dos estudiosos e especialistas.

Um exemplo crasso dessa má gestão, o Porto do Itaqui, reconhecido como um dos principais portos públicos do país, também navegava na mesma maré de incompetência e inapetência gerencial. E a mudança, nesse caso, um ano e meio apenas do governo Flávio Dino, devolveu ao porto a capacidade de gerar lucro e o recolocou no lugar que lhe é cabido de um dos maiores portos do Brasil. A diferença é exponencialmente superlativa. Basta verificar, conforme demonstrado pelo diretor-presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária, Ted Lago, durante entrevista coletiva, que em exatos 4 anos, de 2011 a 2014, todo o lucro gerado pelo Porto do Itaqui ficou em R$ 55, 9 milhões. E apenas nesses 18 primeiros meses do governo Flávio Dino o lucro líquido do Porto atingiu R$ 68,2 milhões.

Isso vem na contramão da crise econômica que atinge o país, como veio o resgate da agricultura e da agricultura familiar, da segurança pública, da saúde e da educação. Na contramão, colidindo com um passado de sinecuras, privilégios, favorecimentos e corrupção, o Porto do Itaqui registrou recordes de operação e lucratividade em 2015 e segue a mesma tendência em 2016, movimentando R$ 7,3 bilhões em mercadorias nos quatro primeiros meses deste ano.

Nessa estrada, a do resgate da economia, ainda há muito a ser feito, mas há que se observar que o atual governo deteve o sangradouro de recursos públicos que rasgava as veias no Maranhão, em geral desviados para portos bem distantes, nos mais diferentes navios, quase sempre comandados pelos mesmos capitães. Só isso já representou, num primeiro ano, uma economia de mais de 1 bilhão de reais.

Essa nova forma de gestão impulsiona o interesse do mercado externo pelo Porto do Itaqui e os lucros apresentados provocam arroubos impatrióticos e ganância nos mesmos “marinheiros” que lesaram o Porto e que falam agora em federalização. 

Mas não há de ser nada. Chegamos a porto seguro.

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