quarta-feira, 29 de junho de 2016

Os fantasmas da Lagoa

Editorial JP, 29 de junho

Uma excursão de jornalistas, liderada pelos secretários Márcio Jerry e Robson Paz, percorreu, na última segunda-feira, obras realizadas em São Luís através de parceria entre a Prefeitura e o governo do Estado. Foi possível ver 17 quilômetros de vias recuperadas no Anjo da Guarda, 12 quilômetros na Vila Embratel, a Maternidade Nossa Senhora da Penha moderna, nova, luminosa, que em seis meses realizou 6.841 atendimentos e 732 partos.

Passamos por restaurantes populares, praças, pelas obras do Hospital do Servidor que deve ser entregue até dezembro de 2017; a Estação de Tratamento de Esgoto do Vinhais, que vai alcançar 40 bairros e beneficiar 350 mil moradores; a Avenida Interbairros, que alcança 8.565 metros e inclui a Ponte Pai Inácio como alternativa de tráfego de diversos bairros, e ouvimos sobre a intervenção no Retorno da Forquilha, além das obras da Prefeitura e do Estado na Cidade Operária, no São Cristovão, na Alemanha, a reurbanização do Coroadinho e o indispensável Hospital da Criança, em construção, que contará com 91 leitos de internação, nova Unidade de Terapia Intensiva, equipamentos modernos, alta tecnologia, mecanização completa, fora 25 enfermarias com 178 leitos de internação que se somam aos já existentes.

Mas foi na bela e arquitetonicamente sui generis Praça da Lagoa, entre brinquedos adaptados para crianças com deficiência, jacarés de madeira de lei da boca grande, um parquinho emoldurado por brinquedos lúdicos, dentre outras atrações, que nos deparamos com os fantasmas, enquanto a assessoria da Prefeitura informava que são 28 praças como aquela sendo inauguradas em São Luís.

O primeiro fantasma foi uma serpente milionária do governo Roseana Sarney e com problemas estomacais, pois a Lagoa nunca cheirou tão mal quanto àquela época. Acostumada a nadar só em dinheiro, na Lagoa a serpente se afogou. O outro foi um contrato sem licitação de quase 7 milhões de reais com a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão para, imaginem, elaborar projetos e ações integradas para despoluição da Lagoa. A coisa era tão doida que, ao que parece, pretendiam jogar bactérias na Lagoa da Jansen para acabar com o mau cheiro.

E teve também o fantasmão, gordão, grandão, quando o deputado Sarney Filho, 11 anos antes, em 2001, na condição de ministro do Meio Ambiente, enviou para o governo da irmã Roseana R$ 30 milhões para, imaginem, despoluir a Lagoa. Por enquanto só dá para contar cerca de R$ 40 milhões e quatro fantasmas rondando uma Lagoa que nunca foi despoluída. E ainda deu para lembrar que em passado ainda mais remoto, quando existia a Surcap, chegaram vender lotes de terrenos dentro da Lagoa. Mas era assim, nos tempos dos Sarney.  

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