sexta-feira, 1 de julho de 2016

80% da propina ficava com Eduardo Cunha, diz Janot

Dados sobre a repartição de vantagens indevidas pagas por empresas beneficiadas por apontes do FI-FGTS se baseiam na delação premiada de Fábio Cleto
POR GUSTAVO AGUIAR,
FÁBIO FABRINI,
FABIO SERAPIÃO
O Estado de S. Paulo/ de Brasília

Ao pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do corretor Lúcio Bolonha Funaro na Operação Lava Jato nesta sexta-feira, 1, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apontou um esquema de divisão de propinas pagas por empresas em troca de aportes do Fundo de Investimento do FGTS. O principal beneficiário seria o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

As afirmações de Janot se baseiam na delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, antecipadas nesta sexta-feira pelo estadão.com. Conforme o delator, Cunha cobrava comissões sobre o valor dos investimentos feitos pelo fundo. Os porcentuais, variáveis, giravam em torno de 1%.

Do montante supostamente pago pelas empresas, 80% ficaria com o deputado, 12% com Funaro, 4% com Cleto e 4% com Alexandre Margotto, funcionário de Funaro.

Funaro é aliado de Cunha e responsável por indicar Cleto ao cargo na Caixa. Em troca, o ex-executivo deveria garantir qualquer solicitação feita pelo parlamentar no FI-FGTS.



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