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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Encontrando as multidões sem nome

A cidadania jamais deveria ser uma aspiração, mas simplesmente a realidade mais concreta de todo e qualquer ser humano. Em meio a essas multidões anônimas e indefesas, o governo do Estado, através da Força Estadual de Saúde, foi aos municípios mais pobres e distantes levar a “novidade” da Atenção Básica de Saúde
Multidões anônimas e indefesas, sem nomes nos cartórios, sem inscrição no SUS, sem lembranças fotográficas nas paredes dos prédios públicos, sem convites para aniversários e casamentos, arrastaram-se anos a fio pelos caminhos do Maranhão e também sem qualquer assistência do poder público. Um longo tempo sem políticas públicas efetivas e com os recursos do Estado sendo dissolvidos em atividades paralelas, arrastou toda essa gente ao desconforto de não se sentir cidadão, ao silêncio da ausência de atendimento médico, educação e, quem sabe, até alimentação.

Programas e projetos concebidos no governo Flávio Dino encaminham essas multidões na direção da conquista da tão negada cidadania. São programas e projetos aparentemente pequenos, sem grandes efeitos midiáticos, mas que alcançam essas populações abandonadas, pequenos grupos que, juntos, formam multidões incalculáveis. A exemplo do projeto Travessia, pensado para a inclusão de pessoas com deficiência, que apanha em casa e transporta até seus afazeres e lazeres os beneficiários; a exemplo do projeto “Carreta da Mulher”, que já encontrou nesse mar de gente milhares de mulheres hoje atendidas com mamografia e tantos outros recursos próprios do Estado.

A cidadania jamais deveria ser uma aspiração, mas simplesmente a realidade mais concreta de todo e qualquer ser humano. Em meio a essas multidões anônimas e indefesas, o governo do Estado, através da Força Estadual de Saúde, foi aos municípios mais pobres e distantes levar a “novidade” da Atenção Básica de Saúde. O governo também providenciou apoio técnico e financeiro a pequenos produtores alojados nas multidões sem nomes nos cartórios e operou um vasto programa de reconstrução de escolas e contratação de professores para vencer o marasmo da educação e do analfabetismo.

Um outro exemplo, muito forte, é o programa “Pacto pela Vida que trouxe a sociedade para o cerne das políticas públicas através dos Conselhos Comunitários de Segurança ou o trabalho do PROCON junto aos bancos que libertou das filas sufocantes os idosos do Maranhão. Junte-se aí o programa de alfabetização já em experiência em seis dos municípios com menor IDH, a oportunidade dos restaurantes populares servindo duas refeições por dia e sendo inaugurados também no interior do Estado e teremos entendido o quanto é indispensável e magnânimo encontrar essas multidões.

Esse olhar social pode ser refratário às luzes dos holofotes de algumas mídias que só buscam o gigantismo de grandes obras. Mas não há obra maior que a conquista da dignidade humana. Não há fazer maior que encontrar e ajudar as multidões sem nome.

Editorial do Jornal Pequeno, edição desta quinta-feira (07)

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