domingo, 17 de julho de 2016

Governo inaugura primeira escola de couros industriais do estado

 A escola irá funcionar em dois turnos, oferecendo capacitação técnica na área e fomentando o desenvolvimento econômico da região por meio dos arranjos produtivos locais, integrando, de forma direta, os alunos ao mercado de trabalho.
Na manhã de sábado (16), o governador Flávio Dino inaugurou no município de Ribeirãozinho, na Região Tocantina, a primeira escola voltada para a capacitação no ramo coureiro do estado. Fundada como um Centro Vocacional do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), a escola é fruto do trabalho do governo estadual, por meio das Secretarias de Estado de Indústria e Comércio (Seinc) e Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Sindicato das Indústrias de Curtimento de Couros e Peles (SindiCouros).

Além do lançamento do curso, o governador recebeu a doação do terreno em que funcionará a futura unidade do Iema no município. “Estamos fazendo aqui um investimento de altíssima importância, que é atinente à produção de couro no nosso estado. Vamos implantar aqui um Iema voltado especificamente para essa cadeia produtiva. E, graças à parceria com os produtores, que nos cederam este prédio, iniciamos o curso oferecendo professores e a capacitação. Nosso objetivo é que esta cadeia possa gerar ainda mais emprego e renda para o município”, afirmou Flávio Dino.

Valdirene de Souza, de 26 anos, é uma das alunas que está feliz com a oferta do curso na cidade. “Tenho muito a agradecer a todos que fazem parte desse projeto. É uma oportunidade muito boa para nós que somos mães, vai ser uma abertura de portas para quem quer montar um negócio, crescer. Estou muito feliz de poder participar”, afirmou.

A escola irá funcionar em dois turnos, oferecendo capacitação técnica na área e fomentando o desenvolvimento econômico da região por meio dos arranjos produtivos locais, integrando, de forma direta, os alunos ao mercado de trabalho.

Cadeia da Carne e Couro

A inauguração da primeira escola de couro industrial do Maranhão é parte das iniciativas para o adensamento das cadeias produtivas do estado nesse ramo, definido como um dos prioritários pelo programa ‘Mais Produção’, do governo estadual.

Além de elevar a produção, a iniciativa permite o aumento da qualidade e valor dos produtos, as quais são possibilitadas pela industrialização, feita de acordo com a vocação produtiva local e com estímulo ao pequeno produtor rural.

Com a nova escola, o Governo levará treinamento adequado à população local para atender as demandas de mercado, contribuindo para o fomento da cadeia da carne e couro, gerando emprego e renda na região.

O secretário de Estado da Indústria e Comércio, Simplício Araújo comentou a importância de oferta da capacitação. “Este instituto educacional vem somar a uma configuração do município, que é o único estado do Nordeste que tem quatro fábricas de couros. Esse couro sai daqui e vai para fábricas como BMW, Kia, móveis de grife. A intenção é capacitar as pessoas e melhorar esse couro, para agregar valor ao couro do Maranhão e para que exportemos para outros países”, explicou o secretário.

Atualmente, o polo industrial da cidade agrega quatro curtumes que, juntos, somam 1.500 postos de trabalho. Com a implantação da nova escola, a região poderá se transformar em um polo coureiro atacadista e empregar milhares de famílias, depois da capacitação.

Mais Produção

Lançado pelo governador Flávio Dino como parte das ações do Sistema Estadual de Produção e Abastecimento (Sepab), o programa ‘Mais Produção’ define 10 cadeias produtivas prioritárias (feijão, arroz, mandioca, carne e couro, ovinocaprinocultura, leite, avicultura – caipira e industrial, piscicultura, hortifruticultura e mel) que desde o início da gestão têm sido trabalhadas com foco no abastecimento do estado e na busca pela autossuficiência.


Para cada cadeia, está sendo desenvolvido um trabalho particular, que levam em consideração as características das regiões produtoras e as demandas dos envolvidos, como produtores, sindicatos, agroindústrias e instituições públicas e privadas.

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