segunda-feira, 25 de julho de 2016

Polícia Civil prende suspeitos de aplicar golpes via whatsapp com números clonados

Segundo o delegado-geral, a quadrilha geralmente realizava o saque e quando excedia o limite de saque iam a um determinado posto de gasolina, onde passavam o valor restante no débito e davam 10% para que o frentista desse o dinheiro em espécie.
Um novo tipo de golpe foi descoberto pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), por intermédio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC). Uma quadrilha que clonava números e utilizava um aplicativo de conversas para aplicar o golpe foi desarticulada e os suspeitos Robert Wagner Silva Serra, conhecido como “Cacá”, Paulo Heitor Campos Pinheiro, Wanderson Sousa Soeiro e Randerson dos Santos Castro, foram apresentados na tarde desta segunda-feira (25) em coletiva na sede da secretaria.

O delegado-geral da Polícia Civil, Lawrence Melo, explicou que o Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos, ligado à SEIC, identificou que os envolvidos, que são suspeitos de clonar números no aplicativo WhatsApp, se passavam por amigos dos proprietários das linhas. Através dessa clonagem passavam mensagem às vítimas pedindo ajuda financeira, por meio de depósito bancário em contas correntes. Wanderson Sousa é funcionário de uma operadora de telefonia e era ele quem habilitava os chips, dando acesso livre aos contatos dos números clonados.

“De posse desse chip um outro integrante habilitava o Whatsapp no aparelho que estava com ele. Fazia se passar pelo titular do número e acessava a agenda de amigos e parentes da pessoa. Em contato, via aplicativo, o integrante da quadrilha relatava dificuldades financeiras, tanto do ponto de vista de saúde, quanto do ponto de vista material, e solicitava transferência para a conta de laranjas, que eram indicadas”, relatou Lawrence.

Segundo o delegado-geral, a quadrilha geralmente realizava o saque e quando excedia o limite de saque iam a um determinado posto de gasolina, onde passavam o valor restante no débito e davam 10% para que o frentista desse o dinheiro em espécie.


O diretor do Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), delegado Odilardo Muniz, orienta que, por se tratar de uma nova prática, é importante que os usuários do aplicativo reforcem os cuidados. “É preciso desconfiar se o colega não costuma pedir dinheiro. O problema desse golpe é a facilidade das vítimas de pedir o dinheiro e a facilidade de, hoje em dia, se transferir esses valores por meio dos aplicativos de bancos, tornando rápida a ação dos criminosos”, informou Odilardo. Ele indica que outras vítimas compareçam à SEIC para ajudar nas investigações. 

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