terça-feira, 16 de agosto de 2016

Em mensagem ao povo e ao Senado, Dilma afirma que pedirá plebiscito por novas eleições

Com a mesma firmeza com que tem enfrentado seu processo de afastamento, Dilma Rousseff leu, na tarde de hoje, a “Mensagem ao Senado Federal e ao povo brasileiro”, no Palácio da Alvorada

Assim que terminou a disputa de pênaltis da seleção brasileira contra a seleção da Suécia, a presidenta Dilma declarou seu compromisso com a democracia e com as medidas necessárias para superar o que chamou de impasse político. Admitiu ter se aproximado do povo durante o período de afastamento, o que fez com que conhecesse melhor as críticas a seu governo.

Dilma pediu ao Senado que encerre o processo de impeachment em curso e que reconheça que não houve crime de responsabilidade, como tem sido provado “Sou inocente.”

Na carta, a presidenta afirma que apenas o povo poderia afastá-la e avisa que, caso volte ao Palácio do Planalto, defenderá a implementação de um plebiscito popular para decidir se o País deve convocar novas eleições.

De acordo com Dilma, se o processo de impeachment for consumado, “teríamos um golpe de Estado”. O que transformaria o colégio eleitoral brasileiro de 110 milhões de eleitores em um colégio eleitoral de 81 senadores. Ou seja, um golpe com eleição indireta.

Ela defende, ainda, uma reforma política “ampla e profunda”, para superar a fragmentação de partidos, moralizar o financiamento de campanhas eleitorais, fortalecer a fidelidade partidária e dar mais poder aos eleitores.

Dilma disse que devemos construir um pacto nacional baseado no Desenvolvimento e na Justiça Social, para consolidar a paz no País. Reforçou que quer mudar de posicionamento sobre o que talvez tenha sido uma das principais críticas a sua gestão: a falta de dialogo com movimentos sociais.

Compromete-se com as políticas sociais, diversidade e riqueza cultural, com a geração de empregos, o crescimento econômico, saúde, educação e moradia. Denuncia a tentativa de desgastar o governo desconsiderando o preço que a população tem pagado e pede a continuidade da luta contra a corrupção.

Ao final, afirmou se sentir orgulhosa por ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. “A vida me ensinou o sentido mais profundo da esperança. Resisti ao cárcere e à tortura. Gostaria de não ter que resistir à fraude e à mais infame injustiça. (...) Quem deve decidir o futuro do Pais é o nosso povo.”


Leia a íntegra da carta da presidenta Dilma Rousseff ao Senado Federal e ao povo brasileiro.



de Jornalistas Livres
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