terça-feira, 2 de agosto de 2016

O tormento dos servidores públicos de outros Estados e o exemplo do governador Flávio Dino

O corte de privilégios e o fim da corrupção que até 2014 não saía das páginas dos jornais do mundo, pelo governo Flávio Dino, está permitindo ao Maranhão enfrentar a crise sem sacrificar a vida do servidor público estadual.
Editorial JP, 02 de agosto

A crise econômica brasileira faz vítimas em todos os setores da vida pública e privada. O desmantelamento moral que aos bilhões direcionou recursos públicos para contas particulares, sugando estatais, bancos oficiais e retalhando em postas as instituições do país, atingiu violentamente o funcionalismo público nos estados.

Um estudo publicado por especialistas no jornal “Extra” mostra que os atentados à dignidade e sobrevivência do funcionalismo patrocinaram bem mais que o simples atraso de pagamento, mas também o escalonamento e até o sórdido parcelamento dos salários dos servidores públicos. O nome disso é, sim, ataque à sobrevivência, pois quem recebe salários escalonados, parcelados ou em atraso vive permanentes dificuldades financeiras, não tem como pagar suas contas, cada vez mais altas, está manietado economicamente pelos juros escorchantes do país. E paga impostos que fazem saltar os olhos da cara.

Apenas 12 dos 27 estados brasileiros continuam pagando os vencimentos do funcionalismo no mesmo mês de competência, entre estes 12 o Maranhão. O restante, paga com atraso ou quase nem paga. Oito estados alongam ou mantém os depósitos até os primeiros dias do mês seguinte. Outros sete vivem situações críticas de parcelamento: Amapá, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Piauí, Rio Grande do Sul e Sergipe. Entre estes últimos 15 não está o Maranhão.

Nos casos de Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul, os parcelamentos se repetem desde o final do ano passado. Um tormento o trabalhador nunca saber quando nem quanto vai receber de seu salário a cada mês. Há casos de escalonamentos criminosos, como o  daqueles que ganham acima de dois mil reais só receberem após o décimo dia do mês vindouro. Um crime. No Rio Grande do Sul, pagamentos já foram divididos em até seis parcelas! Vá se alimentar, vestir, trabalhar e estudar com um barulho desses. No Rio de Janeiro, salários atrasam desde novembro do ano passado e o décimo terceiro foi parcelado em 5 vezes.

Além da corrupção e da incompetência imanente, houve casos de leniência com os reajustes, quase sempre por razões eleitorais e esses estados agora estão pagando o preço. Houve governos que aumentaram afolha de pagamento em até 70 %.

E, sendo o Maranhão, famosamente, por razões que não cabem no tamanho desse editorial, o estado mais pobre do Brasil, é de se perguntar por que isso não acontece aqui. E, quem quiser que pense outra coisa, mas parece-nos que a aplicação virtuosa dos recursos públicos, a honestidade com o dinheiro do povo, o corte de privilégios e o fim da corrupção que até 2014 não saía das páginas dos jornais do mundo, pelo governo Flávio Dino, está permitindo ao Maranhão enfrentar a crise sem sacrificar a vida do servidor público estadual.


Um comentário:

  1. Parabéns pelo trabalho feito com o editorial.o companheiro mostra a oportunidade da eficiência do jornalismo.

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