quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Rogério Cafeteira enfrenta ‘filhote’ da oligarquia e rebate críticas ao governo

O deputado e líder do Governo na Assembleia Legislativa, Rogério Cafeteira (PSC), usou seu tempo na tribuna na sessão de quarta-feira (17) para rebater acusações feitas pela oposição contra o Governo do Estado.

Rogério Cafeteira iniciou sua fala tratando da insistência do deputado Adriano Sarney (PV) em sugerir que um suposto inchaço da folha de pagamento aumentou o percentual em relação às receitas líquidas. Ele seguiu explanando que alguns pontos são responsáveis por isso, tais como a última parcela e maior de todas do plano de carreiras feito no governo anterior cuja última parcela era em janeiro de 2015 e foi assumida pelo governo e paga.

O líder do governo disse também que houve aumento no piso salarial dos professores, uma forma de investimento na educação do Estado; e completou lembrando da valorização da polícia com o maior plano de promoção de todos os tempos da categoria e a chamada de quase dois mil novos policiais. 

“A gente tem que entender que o percentual de pagamento de funcionários vai oscilar sempre quando você diminui ou aumenta a sua receita. O Estado do Maranhão, como faz parte do Brasil, e às vezes, alguns deputados tentam dissociar essa realidade, teve uma diminuição dos repasses federais. E é lógico, se eu tenho um orçamento de R$ 100 milhões e tenho uma folha de R$ 40 milhões, isso vai representar 40%. Se esse porcentual diminuir, é óbvio que o impacto na folha de pagamento fica maior”, completou.

O parlamentar destacou que é de conhecimento de todos que não só o Maranhão, mas todos os Estados tiveram diminuição no seu FPE. Rogério continuou dizendo que o Governo tem como meta a diminuição dos terceirizados, e que um passo importante com relação a isso foi relação ao concurso para agentes penitenciários.

Com relação às críticas da oposição ao falar sobre os investimentos feitos aqui e da incompetência do governo para gerir os recursos. Rogério lembrou da crise que o País passa, e fazendo uma análise do Maranhão em comparação com estados muito mais ricos, hoje ainda se encontra em uma situação privilegiada. Segundo Cafeteira, pelo menos estamos com nossas contas em dia, os salários pagos em dia. Nós vimos muitos estados ricos que hoje não conseguem pagar as folhas de pagamento e nem seus aposentados. Então é necessário austeridade.

Ao tratar da questão do BNDES, o líder do Governo relembrou que a herança que foi deixada do BNDES pelo Governo anterior foi uma glosa de R$ 240 milhões. O BNDES identificou pagamentos irregulares de R$ 240 milhões e queria que o Estado devolvesse esse recurso.


“Como a oposição chama o Governo Flávio Dino de incompetente? Para gerir hoje estão solucionando esses problemas. Na nossa visita ao BNDES, hoje já tinha caído de 240 para mais ou menos 100, e o governo continua trabalhando para que sejam solucionadas as pendências que forem encontradas. Algumas não serão solucionáveis, mas onde for possível, estamos trabalhando para resolver”, finalizou.

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