sábado, 24 de setembro de 2016

Coroatá: Tentativa de barrar máquinas contratadas pelo governo mostra que o coronelismo ainda está vivo no Maranhão

O coronelismo ainda impera em muitos municípios do Maranhão, onde verdadeiras oligarquias se apossam de prefeituras e passam a tratar a cidade como se fossem feudos, propriedades particulares. Um exemplo está em Coroatá, cidade que mais parece uma fazenda dos Murads, uma família ‘puxadinho’ da oligarquia Sarney. 

O ‘dono do pedaço’, Ricardo Murad, não admite que seus interesses políticos sejam contrariados, que os adversários mostrem força política para que possam disputar eleições em pé de igualdade. Nem mesmo benefícios ao cidadão, levados por adversários políticos, são permitidos.

Um exemplo do modus operandi político dos Murads, em Coroatá, ficou evidenciado na sexta-feira (23), quando a ‘polícia’ da Prefeitura, a mando de Teresa Murad, tentou impedir que máquinas contratadas pelo governo do Estado fizessem o asfaltamento de uma avenida em um bairro da cidade. Foi preciso a intervenção da população e da polícia para fazer com que os serviços tivessem continuidade. 

A ordem para apreender as máquinas e evitar a realização do asfaltamento teria partido do ‘coronel’ Ricardo Murad que disse que vai ser governador do Maranhão, mesmo com seu grupo político em declínio.

Irado, em um comício, Ricardo Murad vociferava chamando policiais e delegados de ordinários e imbecis, além de dizer que ninguém passa por cima da autoridade da prefeita da cidade (ou da autoridade dele, já que age como prefeito?).

Ele revela que usa um sistema de videomonitoramento para acompanhar os passos dos adversários. Murad chega a acusar a polícia de transportar, em viatura da PM, descaracterizada, Luís da Amovelar Filho, candidato a prefeito pelo PT, que seria também agiota. Deve ter usado o videomonitoramento para acompanhar a movimentação dos policiais na cidade, já que diz ter certeza desse suposto apoio ao candidato de oposição.

A atitude de Ricardo Murad, denunciado em esquema de desvios de milhões do programa ‘Saúde é Vida’, da Secretaria de Estado da Saúde, revela total desespero diante da possibilidade iminente de perder o comando de seu feudo eleitoral. Na verdade, perder uma grande fonte de renda familiar.

Um comentário:

  1. O ilustre jornalista, por acaso sabe o que é autonomia municipal, assegurado na Constituição? Por que esses benefícios só estão ocorrendo agora? Seria mero acaso ou uma ação política deliberada?
    Respeite a inteligência alheia, ganhe o seu dinheiro, nada contra.

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