terça-feira, 27 de setembro de 2016

Propina na Petrobras existe desde o governo Sarney, diz Paulo Roberto Costa

Em depoimento à Justiça Eleitoral no processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer (eleita em 2014), nesta segunda-feira (26), o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que quem quisesse cargos de comando na estatal tinha que "entrar no jogo", e que os pagamentos de propina eram feitos desde o governo de José Sarney.

Depoimentos anteriores

Segundo Costa, em depoimento à Justiça Federal em 2014, desde o governo José Sarney (1985/1989) as indicações políticas são rotineiras na Petrobrás, já apontando a possibilidade de o esquema de pagamento de pagamento de propina ter sido implantado nesse período.

Na oportunidade, Costa disse: “Infelizmente, me arrependo amargamente, aceitei indicação política para a diretoria de Abastecimento. Estou arrependido de ter feito isso. Aceitei esse cargo e esse cargo me deixou e nos deixou aqui onde estou hoje (...). Desde o governo Sarney até o governo Dilma todos os diretores tiveram apoio político para ocupar cargos”.

Ainda em 2014, Paulo Roberto revelou, em depoimento à PF, que três governadores, seis senadores, um ministro e pelo menos 25 deputados federais foram beneficiados com pagamentos de propinas oriundas de contratos com fornecedores da estatal.

O ex-dirigente citou, entre outros políticos, os nomes da governadora Roseana Sarney (Maranhão) e dos ex-governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco); do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Nogueira (PP-PI); e dos deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Cândido Vacarezza (PT-SP), Mário Negromonte (PP-BA) e João Pizzolatti (PP-SC).

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