terça-feira, 25 de outubro de 2016

Máfia de Anajatuba: delação premiada revela que nomeados eram obrigados a devolver salários ao deputado Eduardo Braide

Revelação foi feita pelo taxista e laranja Raimundo Nonato que apareceu em reportagem do Fantástico

do Blog do Garrone

O deputado Eduardo
Braide e o prefeito
de Anajatuba, preso
pela PF, Helder
Lopes Aragão
Trecho da delação premiada de Raimundo Nonato Silva Abreu Júnior, publicada no relatório das investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas – Gaeco, sobre a conhecida Máfia de Anajatuba,  revela a montagem de um esquema no gabinete do deputado estadual Eduardo Braide para abastecer as contas do prefeito, possivelmente o de Anajatuba (o trecho publicado não especifica qual).

De acordo com Raimundo Nonato, um taxista de Itapecuru-Mirim utilizado como laranja na sociedade da empresa A4, que venceu em 2013 a licitação de R$ 6,5 milhões para locação de veículos leves e pesados em Anajatuba,  o seu ex-sócio, José Antônio Machado de Brito Filho, foi nomeado no gabinete de Eduardo Braide sem nunca efetivamente trabalhar na Assembleia Legislativa.

“Apenas tinha o cargo na Assembleia, recebia o dinheiro e devolvia o dinheiro para Braide… E que a maior parte do bolo era do prefeito {…}”, afirmou em seu depoimento.

Brito Filho, que declarou em depoimento ter “trabalhado” para o deputado de 2011 a 2014, era, segundo o Ministério Público, o responsável pela montagem das documentações das empresas fantasmas (A4, F C B Produções, M A Silva Ribeiro e Construtora Construir), utilizadas nos processos licitatórios fraudulentos.

Raimundo Nonato disse que tem conhecimento desse esquema, porque Fabiano Bezerra também lhe chamou para trabalhar na Assembleia Legislativa com a condição de devolver o dinheiro, o que não aceitou.

O próprio Fabiano Bezerra também esteve nomeado no gabinete de Eduardo Braide.

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