sábado, 12 de novembro de 2016

A crise que vemos de nossas janelas



Quando lemos que das 27 unidades da Federação 20 estão no vermelho, compulsamos a que rumos podem levar a corrupção e a inadvertência com os gastos públicos. Chega a ser deprimente a situação de alguns estados, como o Rio de Janeiro, obrigado agora a parcelar em sete vezes o pagamento do funcionalismo público. Essa situação de degeneração econômica passa, assim, a ser sentida na carne, na pele de um povo que nenhum crime cometeu para merecer tamanho castigo.

É quando falta comida na panela, quando empresas até pouco tempo sólidas demitem funcionários ou fecham as portas, que percebemos o quão brutal foi o crime cometido contra o Brasil e os brasileiros. E a maior parte das notícias refere-se a propinas, corrupção, malversação de recursos públicos, dribles fiscais, intencionais, criando um tumulto econômico que abala as estruturas da Nação.

De onde estamos, em nossas salas, de nossas janelas, divisamos o tamanho do crime no caminhar triste de pessoas desempregadas, no troco que falta aos bolsos para pagar as contas, enquanto a conta da corrupção dispara, moendo estados e municípios, sacrificando impunemente a população.

Felizmente, medidas econômicas adotadas no início do governo Flávio Dino protegeram o Maranhão da fase mais aguda da crise, mas não sabemos até quando será possível resistir. A contenção de gastos, a honestidade e a transparência, a aplicação do dinheiro do povo no interesse do povo, o fim de privilégios exacerbados, o fim da corrupção no Estado, resguardaram de maiores sacrifícios nossa economia.

O Raio X da crise econômica realizado pelo Portal G1 mostra uma situação desesperadora nos estados. O rombo somado chega a R$ 56 bilhões, dinheiro que em grande parte alimentou mutretas, foi parar em contas secretas e deixou o país à beira da insolvência.

Mas, apesar da crise, no Maranhão as contas do Estado estão em dia, com um superávit primário de R$ 438 milhões e o Estado não cortou investimentos nem precisou atrasar salários. Teve que recorrer, como outros, ao aumento das receitas tributárias. Por enquanto, estamos vencendo a crise, a despeito das aves de mau agouro que juram que o Maranhão vai parar.

E aqui máfias de todos os matizes agiram impunemente tempo demais. A agiotagem comeu recursos públicos municipais, as bandalheiras fiscais, o superfaturamento, a propinagem deslavada quase arrastaram o estado para o centro da crise. O que só não aconteceu pela mudança radical na postura do novo governo, que agiu para a geração de emprego e renda, ressuscitou a agricultura e a agricultura familiar, encontrou as vocações de cada região do Estado, investiu em saúde pública, pavimentação, educação e estradas. Organizou-se, de fato, para combater a pobreza e os terríveis índices de desenvolvimento humano do Maranhão.

Por isso, no Maranhão, não é tão grave a crise que vemos de nossas janelas. 

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