segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sangue frio: assassino acompanhou atendimento de Mariana Costa em hospital; ouça o relato de um enfermeiro

Acusado de ter assassinado a jovem Mariana Costa, o empresário Lucas Porto, cuja família é proprietária da Planta Engenharia, antes de ser preso, ainda acompanhou o trabalho da equipe de socorristas na emergência do Hospital São Domingos, onde ela deu entrada por volta de 18h30 de domingo (13).

O relato é de um dos socorristas e circula em grupos de whatsapp. Depois da confirmação da morte da cunhada, Lucas teve acesso à sala onde estava o corpo. Ele conforta a esposa Carol, irmã de Mariana.

Confira os relatos de um dos socorristas de plantão.

“Deixa eu falar aqui como foi que aconteceu: Ontem, era umas 18h30, chegou essa paciente lá na grande sala. A enfermeira chamou a gente pra ir ajudar a fazer a massagem cardíaca porque não tinha nenhum dos rapazes que são treinados, os condutores de transporte. Ela me chamou. Já estava a enfermeiro Marquês fazendo. O médico tinha acabado de chegar. Ela estava em assistolia. O Marquês fez três de trinta e eu também fiz três de trinta. Na hora que eu parei pra outra pessoa continuar a fazer massagem, o médico foi querer entubar e viu que já estava com rigidez mandibular. Ela estava morta faz tempo. A gente pegou na perna dela e pé estava um pouco duro. Ela não conseguia abrir a boca pra entrar o tubo. Aí começou a confusão. Fez o eletro. A irmã dela chegou em seguida. Dr, João Batista foi falar pra ela, a esposa desse fdp que matou ela. Aí começou o escândalo. Foi muito tenso.”

“Como a irmã dela estava muito desesperada lá fora, a gente deixou ela entrar. Ela começou a perguntar: Vocês conhecem a Mariana? Essa mulher era uma mulher de Deus. Essa garota linda era uma mulher de Deus, tinha um coração muito bom, uma mulher de oração. A gente ficou todo arrepiado e o pessoal começou a chorar lá dentro. Ela não merecia isso! Aí ficou falando um monte de coisa, pediu pra gente orar. Depois o marido dela – esse cara que tá acusado, esse fdp – entro lá, ficou tipo consolando a esposa. Depois disso, o marido da que morreu ficava gritando lá fora: Minha mãe, mãe – acho que ele chamava ela de mãe – e queria entrar. Quando ele entrou, foi direto no rosto dela e percebeu que tinha uma marca no pescoço. A gente nem percebeu que tinha essa marca no pescoço. Aí ele começou a dizer:  essa minha mulher foi matada, eu vou descobrir, vou pagar o melhor investigador do mundo para descobrir quem foi esse desgraçado que fez isso. E o cara que matou ainda lá dentro, na antessala”.

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