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domingo, 11 de dezembro de 2016

Prefeito e vice eleitos são presos em Presidente Bernardes

Luccas Inague Rodrigues é o terceiro prefeito eleito com prisão decretada em menos de uma semana em São Paulo; outros casos aconteceram em Embu das Artes e Osasco
Prefeito de Presidente Bernardes, Luccas Inague Rodrigues e seu vice,
Reginaldo Luiz Ernesto Cardilo
José Maria Tomazela
O Estado de S. Paulo

Sorocaba - O prefeito eleito de Presidente Bernardes, interior de São Paulo, Luccas Inague Rodrigues (PP), e seu vice, Reginaldo Luiz Ernesto Cardilo (PP), foram presos no sábado, 10, acusados de coagir testemunhas em inquérito que investiga crimes eleitorais praticados na campanha às eleições municipais de outubro. As prisões preventivas foram decretadas pela Justiça Eleitoral, após representação do Ministério Público.

Rodrigues é o terceiro prefeito eleito com prisão decretada em menos de uma semana em São Paulo – outros casos aconteceram em Embu das Artes e Osasco. Os suspeitos foram presos em suas residências e, após serem ouvidos, foram levados para a Cadeia Pública de Presidente Venceslau. Rodrigues, um médico de 33 anos, e Cardilo, comerciante de 49 anos, venceram as eleições à prefeitura com 48% dos votos válidos, superando outras duas chapas concorrentes.

De acordo com a Polícia Civil, o prefeito e o vice eleitos foram denunciados em setembro deste ano por supostos crimes contra o sistema financeiro e falsidade ideológica. Durante as eleições, eles também foram acusados de boca de urna. No decorrer da investigação, os dois teriam coagido testemunhas arroladas no inquérito. Os advogados dos eleitos devem entrar com pedidos de habeas corpus nesta segunda-feira.

Outros casos. Na sexta-feira, 9, o eleito de Embu das Artes, Ney Santos (PRB), que é vereador e atual presidente da Câmara, teve mandado de prisão expedido na Operação Xibalba, que investiga lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, e está foragido. Seus advogados informaram que ele vai se apresentar para se defender das acusações.


Na terça-feira, 6, foi alvo de mandado de prisão o prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins (PTN), investigado na operação Caça Fantasmas, que apura funcionários-fantasma e desvio de dinheiro público na Câmara local. Lins, que é vereador licenciado, não foi preso porque, segundo sua assessoria, está em viagem ao exterior com a família.

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