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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Protestos contra a PEC do Teto tomam conta do país

Várias regiões do País registram manifestações que se opõem à proposta que limita o gasto público à inflação; medida foi aprovada no Senado e segue para sanção presidencial


O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Manifestantes protestam nesta terça-feira, 13, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos. A medida, principal pilar do ajuste fiscal do governo Temer, foi aprovada em segundo turno no Senado e deve ser sancionada na quinta-feira, 15.

Várias cidades pelo País registraram atos. Em São Paulo, a Frente Povo Sem Medo e a Frente Brasil Popular organizam um ato na Avenida Paulista. No Rio, além do ato contra o pacote de austeridade do governo Estadual, também houve protestos contra a PEC do Teto. Em Recife (PE), estudantes queimaram pneus e interditaram uma via. Em Porto Alegre (RS), estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul também protestaram contra a proposta.
 
Em Brasília, a PM estima que 5 mil pessoas participaram do ato. Durante o protesto, paradas de ônibus foram quebradas e vários carros foram depredados. Até às 19h30, havia registro de cinco manifestantes detidos e cinco policiais militares feridos. 

Segundo a PM do Distrito Federal, o grupo de manifestantes foi acompanhado por cerca de 2 mil homens da polícia. Para dispersar os grupos em alguns pontos, foram usadas bombas de efeito moral.

Durante a ação, grupos caminharam da zona central em direção à região da Asa Norte. 

No caminho, manifestantes interditaram ruas, depredaram equipamentos públicos e ainda queimaram um ônibus. Houve corre-corre em vários momentos e, no embate entre manifestantes e policiais, cinco PMs ficaram feridos por pedras, bolas de gude e até com uma peça de concreto usada como guia de rua. Os policiais estão no Hospital de Base.

Muitos se deslocaram em direção à sede da TV Globo em Brasília, mas foram dispersados pela polícia. Após a dispersão do grupo, vários manifestantes foram em direção à concessionária Citroën  Matignon. Lá, 16 carros foram depredados. "De repente, vieram em nossa direção. Era cerca de 150 e começaram a jogar pedras e a subir nos carros. Você fica acuado, não tem política, não tem nada. Só conseguiram prender cinco", diz o diretor geral da concessionária, Orlando Arrifano.

Na quadra onde moram muitos deputados, a 302 Norte, apenas um de plantas e uma câmara de vigilância foram quebrados. "Ainda vem que eles não sabiam que aqui moravam deputados", disse um policial legislativo que faz a segurança dos prédios.

Entre os manifestantes, pelo menos cinco foram detidos, segundo a PM. Dois foram presos por participar do ataque ao ônibus queimado, dois por portar objetos que teriam sido usados para agredir policiais e um quinto por portar pequena quantidade de maconha.

Segundo a PM, os manifestantes eram jovens, muitos ligados a movimentos estudantis de esquerda. Mas também havia punks, anarquistas e até membros de entidades sindicais, diz a PM do DF. /COM FÁBIO FABRINI

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