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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Gestora de presídios no Amazonas doou R$ 300 mil à campanha eleitoral de José Melo

Antiga Conap, a Auxílio Agenciamento de Recurso Humanos e Serviços Ltda fez a doação para a reeleição do governador. Junto com a Umanizzare, a empresa já recebeu R$ 1,1 bilhão do Estado.
No ano da eleição, a empresa recebeu R$ 216 milhões para gerir o sistema prisional. Entre janeiro e agosto de 2016, o volume subiu para R$ R$ 429,4 milhões.
Governador do Amazonas durante entrevista coletiva

do portal D24am
A Auxílio Agenciamento de Recurso Humanos e Serviços Ltda. doou R$ 300 mil para a campanha eleitoral de José Melo ao governo do Estado, em 2014, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A empresa, antiga Conap, faz parte do grupo empresarial que recebeu R$ 1,1 bilhão do Estado do Amazonas, entre 2010 e 2016, para administrar os presídios de Manaus.

O grupo é composto também pela Umanizzare Gestão Prisional e Serviços Ltda, que faz parte do Consórcio Pamas - Penitenciárias do Amazonas, formado com a LFG Locações e Serviços Ltda., e tem contrato com o governo com prazo de 27 anos, prorrogável até 35 anos.

Somente a Umanizzare recebeu R$ 809,5 milhões do Estado do Amazonas desde 2010.

No ano em que José Melo foi eleito governador, a empresa recebeu R$ 216 milhões. No ano seguinte, em 2015, mais R$ 135,6 milhões. Entre janeiro e agosto de 2016, o montante subiu para R$ 429,4 milhões pagos pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), segundo dados do Portal da Transparência e dos relatórios de prestação de contas anuais do governo, publicados no site do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A empresa responde a processos instaurados pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), para apurar práticas de irregularidades e ilícitos no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP).

Já a Auxílio Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda. recebeu outros R$ 298 milhões, em seis anos, o que totaliza R$ 1,1 bilhão repassados pelo Estado para as duas empresas.

Em nota, a Umanizzare se manifestou pela primeira vez sobre a chacina e a fuga de detentos. A empresa "lamenta profundamente a tragédia ocorrida em Manaus, e tem buscado, junto com o Governo do Estado do Amazonas, prestar todo o apoio necessário às autoridades na investigação da ocorrência e na elucidação dos fatos", diz o texto.

De acordo com a empresa, a administração é em regime de co-gestão, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em que compete a prestação de suporte às atividades-meio, tais como apoio logístico, limpeza, conservação, manutenção, alimentação, assistência material e assistências jurídica, psicológica, médica, odontológica, social, ocupacional e religiosa. Ao Estado cabe as atividades-fim, como a execução penal dos sentenciados, a direção do presídio e a disciplina e vigilância dos detentos.

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