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sexta-feira, 24 de março de 2017

Contra o reajuste dos professores, Eduardo Braide, da Máfia de Anajatuba, conduz os protestos vazios de Marcelo "Risada"

Um pequeno grupo de opositores, liderados pelo deputado estadual Eduardo Braide (PMN), tenta anular a Medida Provisória (MP) 230/2017, aprovada por ampla maioria na Assembleia Legislativa do Maranhão, e que garantiu reajuste aos educadores de rede estadual, tornando o Maranhão o estado com o maior salário do Brasil pago para professores.

O reajuste foi bem recebido pela grande maioria da categoria, inclusive pelo próprio Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), que divulgou nota esclarecendo que a MP reajusta os vencimentos dos professores e não retira direitos da categoria.

“A Medida Provisória 230 não retira direitos dos educadores como alardeiam membros do grupo político que disputa o Poder no Sinproesemma”, diz a nota.

Apesar da ampla adesão da categoria e do legislativo maranhense à correção salarial, Braide vem se articulando com essa fração que faz oposição ao Simproesemma, para tentar fazer "barulho" e atacar o governo do Estado, autor da MP.

Para capitanear os protestos esvaziados, já que a grande maioria dos professores comemorou o aumento salarial, o professor da rede estadual Marcelo Pinto, também conhecido com Marcelo "Risada", segue os passos de Braide.

Ataque politiqueiro ao sindicato dos professores

Risada é líder de um pequeno movimento extremado de professores que atua de forma isolada contra as deliberações do Sinproesemma.

Em 2007 ele também atuou contra o governo Jackson Lago, quando a maioria da categoria havia definido fim de uma greve, ele insuflou alguns professores pela permanência no movimento.

Na época, especularam que Risada agia sob as orientações de membros do clã Sarney - grupo que acabou derrubando Lago do poder. Atualmente, cogita-se que é o deputado Eduardo Braide quem comanda o movimento que se opõe ao benefício garantido aos professores. 

Eduardo Braide, a Máfia de Anajatuba e as eleições 2018

Desde que perdeu as eleições municipais no ano passado, Eduardo Braide faz uma oposição severa e desmedida às ações do governo Dino.

Com vistas às eleições de 2018, o parlamentar faz oposição ao executivo-estadual em um momento bastante oportuno, quando as acusações que recaíam contra ele até o final 2016 estão fora das pautas dos blogs e jornais maranhenses, e cujo exemplo pontual foi a suposta participação do deputado na chamada "Máfia de Anajatuba", organização criminosa que desviava recursos públicos do município de Anajatuba. 

O deputado Eduardo Braide também foi considerado suspeito de ter destinado R$ 70 mil de suas emendas parlamentares em 2014, para a empresa F C B Produções e Eventos Ltda, que tinha como sócio e administrador o então assessor de seu gabinete, Fabiano de Carvalho Bezerra, um dos líderes da organização criminosa que atuava em Anajatuba, junto com o pai do deputado, o ex-deputado estadual Carlos Braide, que também foi apontado como membro do bando.

A Máfia de Anajatuba chegou a ser destaque no quadro “Cadê o dinheiro que tava aqui?”, do programa Fantástico, da Rede Globo, que denunciou o caso em rede nacional.

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