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sábado, 25 de março de 2017

Em carta, servidor planejava matar membros do MP do Rio Grande do Norte há quatro anos; leia trechos

O Ministério Público do Rio Grande do Norte divulgou, na tarde deste sábado (25), trechos da carta redigida pelo servidor Guilherme Wanderley Lopes da Silva, que atirou contra membros do órgão no final da manhã de ontem (24), na Procuradoria-Geral de Justiça, em Natal. No texto, ele aponta as supostas motivações para o crime, faz acusações e afirma que planejava o atentado contra a cúpula do MPRN há, pelo menos, quatro anos.

No entanto, os trechos da carta não foram divulgados em sua totalidade. A assessoria de comunicação do MPRN afirmou que recebeu o material através de promotores que tiveram acesso aos documentos e autorizaram a divulgação, mas que ainda aguarda o envio de outros trechos.

Guilherme Wanderley afirma, no texto, que durante a campanha para a presidência do MPRN em 2013, o Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis, privilegiou promotores e procuradores com reajustes salariais e benefícios, os quais se “venderam” para viabilizar a eleição do PGJ, em detrimento da classe de servidores e assessores judiciários.

“Na verdade, desde abril de 2013, foi o epicentro, pois, nesse ano, foi engendrado meu plano infalível para destronar esse déspota (Rinaldo) mais ou menos esclarecido e alguns de seus capangas, pois, naquela data houve o debate da campanha ministerial e, lá, quando ele falou que os assessores seriam exonerados, o sangue ferveu e eu tive a certeza das minhas intenções”, disse Guilherme na carta.
Jovino Pereira, Wendell Beetoven e Rinaldo Reis estavam na mira de Guilherme Wanderley

Recorrendo a citações bíblicas, providências divinas e o combate ao que chama de “mal político” para justificar suas intenções, o servidor acredita que é necessário “eliminar” os responsáveis pelo suposto descumprimento de leis e princípios, atribuindo tais desvios ao Procurador-Geral Rinaldo Reis, ao Procurador-Adjunto Jovino Pereira e ao Promotor Wendell Beetoven.

“Por que matar Rinaldo, Jovino e Wendell? Ora, o motivo é intuitivo: legítima defesa sui generis própria e alheia. Alguém precisava fazer algo efetivo e dar uma resposta a esse genuíno crime organizado. Resposta do tipo: para algumas ações, haverá sim reação!”, destaca.

Wanderley também recorreu a termos como “impeachment qualificado” e ‘pedido de exoneração sui generis” para a execução do atentado, afirmando que concedeu uma “licença extremamente precária” para que os atuais membros gerissem o MPRN. “O segundo mandato não poderia terminar. Já foi tempo demais na companhia desses tiranos. No meu Ministério Público, local do meu labor, não mais!”, diz o servidor, que resolveu se entregar à polícia neste sábado (25).

Confira os trechos divulgados pelo MPRN









Com informações do Tribuna do Norte

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