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quarta-feira, 8 de março de 2017

Polícia Federal deflagra segunda fase da operação contra fraudes em fundos de pensão

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta (8), a segunda fase da operação Greenfield. Estão sendo cumpridas cinco medidas judiciais no estado de São Paulo e mais duas no Mato Grosso do Sul.

Há apenas um mandado de prisão temporária. Entre os alvos, estão os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo J&F.

Todas as ações foram determinadas pelo juiz Vallisney de Souza, titular da 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal.

A nota da PF diz que os alvos são investigados por fazerem parte de um esquema de cooptação de testemunhas que poderiam auxiliar as investigações ocultando provas úteis ao esclarecimento dos crimes apurados pela Greenfield.

Há a suspeita de que um contrato de R$ 190 milhões entre os dois principais sócios de um dos maiores grupos empresariais investigados pela Greenfield tenha sido empregado para mascarar o suborno a um empresário concorrente para que não revelasse informações de interesse da investigação.

A suspeita foi trazida por uma testemunha "é que o contrato de fornecimento de massa florestal de eucalipto para produção de celulose seja apenas uma forma de recompensar o silêncio de um ex-sócio que poderia auxiliar a investigação", diz a PF.

A primeira fase da Greenfield foi deflagrada em setembro de 2016 e focou crimes de gestão temerária e fraudulenta em desfavor de quatro dos maiores fundos de pensão do país: Funcef, Petros, Previ e Postalis.

Na época, além de mandados, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas, somando aproximadamente R$ 8 bilhões.

FLORESTAL

O FIP Florestal, que reúne os fundos de pensão Petros e Funcef, é um dos acionistas da Eldorado Celulose, empresa do grupo J&F que é investigada no caso devido à valorização de 184% que registrou.

Alvo da PF e Ministério Público na Greenfield e em mais duas operações, a Sépsis e Cui Bono, a Eldorado fechou no final de 2016 um contrato de fornecimento de madeira com a sua concorrente Eucalipto Brasil, que teria novamente prejudicado os fundos.

Segundo o MPF, o contrato foi uma manobra para "comprar o silêncio" de Mario Celso Lopes, que saberia de "ilícitos ocorridos na criação da empresa Florestal". É contra ele o mandado de prisão temporária expedido nesta quarta.

Lopes ajudou a fundar a Eldorado junto com Joesley Batista. Em 2012, ele aceitou vender sua participação para a J&F e assinou um termo de não concorrência por dez anos. Na sequência, Lopes montou a Eucalipto Brasil e o caso foi parar na Justiça. Terminou em novembro de 2015 com um acordo entre as partes.

Um ano depois, a Eldorado fechou um contrato de R$ 190 milhões com a Eucalipto Brasil que, ainda segundo o MPF, favorecia a empresa de Lopes e não passou pelo conselho de administração da Eldorado, que tem representantes dos fundos de pensão.

O MPF diz que as novas denúncias foram apresentadas por Max Pantoja da Costa, conselheiro da Funcef.

A compra de ações da Eldorado pelos fundos de pensão está sendo investigada pela Secretaria de Previdência Complementar (Previc). O órgão abriu novos processos em janeiro deste ano.


Segundo a PF, o negócio teria sido feito muito acima do valor de mercado, causando prejuízo aos fundos. 

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