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sexta-feira, 3 de março de 2017

'Se reforma da Previdência não sair, tchau Bolsa Família', diz PMDB; PT diz que é campanha terrorista

Estratégia do partido é reverter predomínio da narrativa da oposição nas redes sociais; para líder do PT na Câmara, "campanha é terrorista"
Pedro Venceslau, Valmar Huspel Filho e Ricardo Galhardo ,
O Estado de S. Paulo

São Paulo - O PMDB lançou nesta sexta-feira, 3, nas redes sociais uma campanha em defesa da reforma da Previdência na qual relaciona um eventual fracasso da iniciativa ao fim de programas sociais federais. “Se a reforma da Previdência não sair, tchau Bolsa Família, adeus Fies, sem novas estradas, acabam programas sociais”, diz um post divulgado na rede digital do partido.

O material foi produzido pela agência Benjamim Digital, do marqueteiro Lula Guimarães. Depois de comandar a comunicação da campanha do tucano João Doria em São Paulo no ano passado, ele foi contratado pelo PMDB.

A iniciativa foi tomada após o Palácio do Planalto detectar forte resistência à reforma no Congresso Nacional. Estudos de inteligência de rede e monitoramento de internet feitos pela legenda detectaram um predomínio da narrativa da oposição no debate virtual.

O pedido do PMDB aos especialistas foi adotar um tom “mais pesado” para colocar o outro lado da moeda “em evidência”.

Líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (PMDB-SP) disse que não tinha conhecimento da campanha. "Precisamos garantir a perpetuidade do sistema da Previdência. O nosso déficit é de 150 bilhões de reais e só aumenta. O compromisso do PMDB é sempre ajudar o governo a acabar com a crise e promover a retomada dos postos de trabalho. Não tive conhecimento dessa postagem mas essa é nossa posição frente as reformas", disse.

O PT reagiu à estratégia divulgando o material e acusando os adversários de desespero. “É uma campanha terrorista. Eles aprovaram aquela PEC 55 (do Teto) e agora estão desesperados porque precisam aprovar a reforma da Previdência, que é um verdadeiro atentado contra os mais pobres”, diz Carlos Zaratini (SP), líder do PT na Câmara. “Com isso, querem fazer os pobres optarem entre aposentadoria ou programas sociais. Uma picaretagem”, conclui o petista.

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