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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Venda da Odebrecht Ambiental ganha holofotes com novas revelações

A conclusão da venda da Odebrecht Ambiental para a Brookfield está sob os holofotes, após a companhia ser textualmente citada entre as empresas do grupo envolvidas em esquema de propina.

Quando fechou o acordo de aquisição, por US$ 768 milhões, em outubro de 2016, a Brookfield resguardou-se com cláusulas que poderiam levar o negócio a ser desfeito.

Esse não é, entretanto, o desfecho que se desenha. Circulam informações de que até o início da próxima semana ocorra a assinatura da venda definitiva, com a transferência dos recursos para a Odebrecht.

Os advogados da Brookfield conheciam o teor das delações e têm garantia do Ministério Público de que o negócio não será afetado. Mas o fato é que a entrega do controle vem sendo postergada desde março.

Pagamento de propina e caixa 2

A Odebrecht pagou pelo menos R$ 24,5 milhões por meio de propina e caixa dois para políticos de 12 estados do país com o propósito de conseguir contratos na área de saneamento básico. A empresa chegou a financiar campanhas de candidatos rivais e a distribuir pagamentos em cidades com menos de 20 mil habitantes na tentativa de fechar acordos para a Odebrecht Ambiental. A empresa foi vendida para um grupo canadense no fim do ano passado.

Só no Pará, a empresa doou R$ 1,5 milhão em 2014 ao ministro Helder Barbalho (PMDB-PA), então candidato ao governo, o senador Paulo Rocha (PT-PA) e o ex-prefeito de Marabá, João Salame (PROS-PA).

Os repasses “funcionariam como contrapartida a interesses do grupo Odebrecht no estado, notadamente na área de saneamento básico, espaço em que almejava atuar como concessionária”, segundo despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin que autorizou abertura de investigação.


Com informações de O Estado de São Paulo

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