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sábado, 20 de maio de 2017

Nos bastidores, Sarney articula para salvar seu grupo político; eleição indireta é a tábua de salvação da oligarquia

Sarney e Roseana já articulam uma saída para não serem varridos do
mapa da política pelo 'furacão Joesley'
Com o naufrágio do governo Temer, o oligarca José Sarney está debruçado sobre o tabuleiro para evitar o xeque-mate na oligarquia, que pode ser arrastada pelo furacão Joesley. Para ele, perder o acesso aos cofres do governo federal é perder as chances remotas de retomar o poder no Maranhão em 2018. Por isso, dane-se Temer! Dane-se o país! A sobrevivência de seu grupo é mais importante neste momento.

Não tenho dúvidas que o velho oligarca já está no centro das articulações para evitar ‘Diretas Já’, como quer a maioria da população. A tábua de salvação pode ser eleição indireta, fruto de um grande acordo entre os enlameados que sustentam o finado governo Temer no Congresso. Será um acordo da elite política, com aval dos meios de comunicação que ajudaram a apear Dilma do poder e que vinham dando sustentação ao governo golpista.

Prevalecendo um ‘acordão’, com o sepultamento da tese de eleição direta, Sarney continuará no barco que está levando o país ao fundo do poço. Trabalhará para manter os espaços já conquistados, como a permanência do filho Zequinha no Ministério de Meio Ambiente. Além de tentar emplacar aliados em outros cargos na estrutura de governo.

Sarney quer, na verdade, garantir o caixa do governo federal para bancar a pretensa candidatura do grupo ao governo do Maranhão. Mesmo que venha a contar com o apoio do governo federal, não há garantias de sucesso na tentativa de retomada do Palácio dos Leões. Falta nome de peso para peitar o governador Flávio Dino, candidato à reeleição. Roseana ensaia uma pretensa candidatura, mas enfrenta uma rejeição muito grande pelos desastres de seus governos e por estar envolvida em escândalos de desvios de recursos públicos, como as máfias da Saúde e da Sefaz. Esquemas de corrupção que chegariam à cifra de R$ 2 bilhões.

Além da sobrevivência política, o grupo Sarney busca sobreviver economicamente. Ao longo de várias décadas, os cofres públicos foram os principais financiadores dos negócios e da riqueza dos integrantes do grupo. Ao perderem os cofres do Estado, aliados de Sarney passaram a enxergar alma de bigode. Os negócios entraram em parafuso. Um exemplo está nas dificuldades financeiras enfrentadas pelo Sistema Mirante de Comunicação, que abocanhava as maiores fatias da publicidade do governo.

Portanto, a sobrevivência política e econômica do grupo Sarney passa, primeiro, pela eleição indireta do substituto de Temer, e, segundo, pela retomada do poder no Maranhão em 2018. A primeira pode ser inviabilizada pela pressão popular, nas ruas, das organizações sociais e entidades representativas da sociedade, para as quais não haverá saída para a crise com a continuidade do poder nas mãos dos corruptos que comandam o país. A segunda pode naufragar no prestígio político do governador Flávio Dino que vem fazendo um governo revolucionário e que está, aos poucos, mudando a realidade de tragédia deixada pelos desmandos da oligarquia Sarney.

Uma coisa é certa: quando Sarney silencia em momentos de crise, é sinal que está tramando. Põe um aliado, João Alberto, para sair em defesa de Temer e mostrar que o grupo está com o morto-vivo presidente. No entanto, por trás, articula uma saída para seu grupo.

Talvez Sarney e seu grupo estejam vivendo o ocaso político. E o xeque-mate será inevitável.

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