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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Para atender vítimas do massacre, hemocentro de Brasília pede reforço de doação de sangue

O massacre promovido pela PM contra a manifestação em Brasília foi tão intenso que o Hemocentro de Brasília emitiu um comunicado solicitando que a população doe sangue, principalmente os tipos O+ e O-
A Polícia Militar e a Força Nacional receberam orientações claras nesta quarta-feira (24) sobre como lidar com a manifestação popular que pedia eleições diretas. A ordem era reprimir o ato.

O uso da violência foi tão intenso que o Hemocentro de Brasília emitiu um comunicado convocando a população para doar sangue em razão do número de civis feridos em hospitais do Distrito Federal.

“Em virtude dos fatos ocorridos nas manifestações políticas na Esplanada dos Ministérios na tarde desta quarta-feira, 24 de maio, que resultaram em confrontos e num grande número de feridos, a Fundação Hemocentro de Brasília convoca todos os cidadãos que estiverem em boas condições de saúde para comparecer ao Hemocentro e doar sangue, principalmente os tipos O positivo e O Negativo”, diz a nota do Hemocentro.

Diversas imagens registraram o massacre sofrido pela população na tarde de quarta-feira. Até mesmo policiais em helicópteros atiravam, do alto, sem qualquer critério, bombas de gás lacrimogêneo sobre uma manifestação que continha mulheres, idosos e crianças.

No plenário da Câmara, deputados da oposição como José Guimarães relataram que parlamentares foram agredidos no protesto. “Fui socorrido por um menino”, afirmou. Ele defendeu que não tinha como continuar os trabalhos no plenário diante desse cenário. Alguns senadores que participavam do ato também sofreram com a violência policial.
Vítor Guimarães foi atingido por uma bomba
Nesta segunda, o jornal The Guardian publicou um editoral em que defende novas eleições diretas no Brasil, diante da crise política. “Os políticos brasileiros colocaram o País nessa confusão. Eles deveriam deixar os 143 milhões de eleitores decidirem como sair disso”, diz o texto.

Vitor Guimarães, dirigente do MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto no Rio de Janeiro, foi uma das vítimas da brutalidade da polícia militar no ato de hoje, em Brasília.

Vitor foi atingido por uma bomba no rosto. Por pouco não perde a visão.

Com informações do Pragmatismo Político

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