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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Emserh gerencia 70% das unidades estaduais de saúde e tem garantido resultados positivos na rede de atendimento

Tendo efetivamente iniciado em 2015 a gestão de quatro unidades, a Emserh é responsável hoje pelos serviços de saúde ofertados em 44 unidades, espalhadas pela capital e interior do Maranhão.
Estabelecer um novo conceito e padrão de qualidade para a saúde do Maranhão tem sido uma das frentes da gestão estadual. Para isso, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, tem buscado reduzir a atuação de empresas terceirizadas e concentrado a gestão das unidades na Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), que vem realizando um trabalho que beneficia o usuário do sistema público de saúde. 

"A Emserh, além de uma iniciativa pioneira e bem sucedida do Governo, representa para a saúde estadual maior compromisso com a coisa pública, considerando sua natureza. Mais do que isso: ela traz, desde a sua concepção, uma política de gestão que tem foco no usuário, que privilegia a qualificação dos profissionais e a humanização do atendimento, além de procedimentos técnicos bem executados", disse o secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula.

A empresa atualmente agrega a gestão de 70% das unidades de saúde do estado. Entre elas, estão algumas que são referências em serviços especializados como o Hospital de Câncer do Maranhão, o Hospital Presidente Vargas, o Hospital Macrorregional de Coroatá, o Hospital Geral de Grajaú, o Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde (CER) do Olho D’Água, entre outras. 

Tendo efetivamente iniciado em 2015 a gestão de quatro unidades, a Emserh é responsável hoje pelos serviços de saúde ofertados em 44 unidades, espalhadas pela capital e interior do Maranhão. E para primar pela qualidade da prestação desses serviços, realiza um trabalho de Gestão de Qualidade que tem como meta padronizar os processos em todas elas.

De acordo a superintendente de Assistência à Saúde da SES, Jamilly Pontes, o estabelecimento dos padrões e protocolos a serem seguidos, tem garantido, à 70% das unidades, qualidade. “Com a Emserh, a gente está trabalhando para deixar nossas unidades em um nível de atualização muito bom, usando protocolos muito atuais e uma equipe que está sempre em contínuo aperfeiçoamento. Isso pra gente é um padrão muito bom e dá uma segurança, porque além de treinar, eles ensinam a trabalhar os indicadores e metas, para que seja possível fazer uma avaliação do serviço”, explicou.

Segundo a gerente da Gestão de Qualidade da Emserh, Ana Carolina Marques, o pontapé para alcançar o nível de qualidade que é exigido hoje pela Rede é iniciado com os diagnósticos produzidos pela equipe. “Quando a gente entra em uma unidade, a gente faz um relatório de diagnóstico e a diagnostica como um todo: se tem falta de pessoas, de equipamentos, se tem deficiência nos processos. A partir disso, a gente divide isso tudo e sinaliza para os setores competentes. Como passo seguinte, iniciamos a reestruturação dessa unidade, agindo em várias frentes, cada setor dentro de sua competência”, explicou

Por meio da implementação de rotinas e protocolos padronizados, a Emserh tem conseguido ter controle da produtividade das unidades e da economia que esses processos tem gerado para a saúde do Maranhão. Um exemplo concreto que é reflexo deste trabalho é o estabelecimento de processos dentro das farmácias das unidades.

Mais economia

Além de estarem melhor organizadas e controladas - apenas o farmacêutico tem acesso às medicações, não sendo mais permitido retirada de material por qualquer profissional da unidade -, é executado em todas as farmácias um processo chamado lista de medicamentos para remanejamento, que somente no Hospital Regional de Caxias Dr. Everaldo Ferreira Aragão, em Caxias, no período de setembro a novembro de 2016, gerou uma economia de R$ 17.990,00 no gasto com itens de farmácia.

O processo consiste em identificar os medicamentos que estão próximos da data de vencimento em cada farmácia das unidades administradas pela Emserh. Após a identificação, a gestão de qualidade repassa a lista para o setor de Gestão Hospitalar, que faz a compra de medicamentos para que seja identificado em quais unidades são necessários medicamentos para uso urgente e o remanejamento é realizado, tornando a compra em caráter de urgência desnecessária.

A gestão do abastecimento das farmácias promove economia com os gastos da saúde. Processos similares a esse já garantiram uma economia de 15 a 20% por unidade de saúde administrada, traduzida numa economia mensal de dez milhões de reais aos cofres públicos.

No Hospital Macrorregional de Presidente Dutra que, anteriormente era administrado pelo Instituto Cidadania e Natureza (ICN), as mudanças com implantação da Gestão de Qualidade da Emserh foram substanciais.

“Conseguimos trocar poltronas e colchões, o que aumentou o número de leitos disponibilizados aos pacientes, colocamos mais um respirador na sala de reanimação, sem contar as mudanças de organização que facilitam o dia a dia da unidade: organização de medicação seguindo um padrão, organização do posto, tudo identificado com etiqueta, sinalização de salas, entre outros”, explicou Ana Carolina Marques.

Outro procedimento implantado inicialmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da capital e depois estendido para todas as unidades administradas pela empresa foi a padronização das recepções, conforme o estabelecido pelo Protocolo de Manchester, normativa definida e obrigatória pelo Ministério da Saúde (MS).

Os pacientes são classificados e identificados de acordo com a gravidade da situação que chegam ao hospital, o que agiliza o atendimento e facilita para que qualquer profissional da unidade identifique a condição daquele paciente.

“Hoje, também temos em todas as unidades a adesivação, que é um protocolo de segurança do paciente, onde há a identificação desde o acompanhante, a identificação do paciente, a identificação do paciente no leito com pulseira. São exigências do Ministérios que precisam ser seguidas, que as unidades não tinham e quando foram incorporadas à Emserh passaram a ter”, comentou, Ana Carolina Marques.

O retorno positivo da Gestão de Qualidade da Emserh tem inspirado a Rede a, inclusive, implementar alguns dos protocolos em unidades geridas por outros institutos. “O modelo que a Emserh hoje oferece para nós é o case que queremos usar futuramente em todas as unidades da Rede. A empresa está sendo referência até quando se pensa numa base para se ter de treinamento com os outros institutos, porque os resultados têm sido bem positivos quantitativa e qualitativamente”, avaliou a superintendente de Assistência à Saúde da SES, Jamilly Pontes.

Junto à Rede, a Emserh tem participação efetiva no processo de democratização da saúde que está sendo implantado. A ação reforça o compromisso do Governo do Maranhão com a gestão da saúde, com o constante acompanhamento do trabalho desenvolvido na saúde pública estadual e, sobretudo, compromisso com o usuário, demonstrando que é possível executar um atendimento de saúde público e satisfatório.

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