Mais Asfalto

Mais Asfalto

Intervenções no trânsito

Intervenções no trânsito

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Engenheiros da Caema mostram que 100% do esgoto na ETE Vinhais recebe tratamento

Equipe Técnica da Caema mostrou todas as etapas de tratamento de esgotos aos deputados estaduais.
Para aprimorar ainda mais o trabalho, nos próximos meses deve entrar em funcionamento um equipamento para desinfecção do material final. É o chamado ozonizador.
Engenheiros da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) guiaram visita de deputados estaduais à Estação de Tratamento (ETE) Vinhais na manhã desta segunda-feira (25), em São Luís. Durante a visita, os técnicos explicaram aos parlamentares como o esgoto é tratado e em quais condições é despejado na natureza.

“Cem por cento do esgoto que entra na ETE Vinhais é tratado adequadamente”, diz o coordenador de tratamento metropolitano da Caema, Afonso Alencar. Isso também vale para a ETE Bacanga e a ETE Jaracati.

“O tratamento biológico feito na estação faz que os efluentes [material gerado após o processo de limpeza] sejam despejados nos padrões da resolução Conama 430, com uma carga orgânica menor ou igual a que já está no meio ambiente”, explica o químico sanitário.

Ele acrescenta que o processo não reduz totalmente a cor e a turbidez do material tratado, mas que isso não interfere no resultado final. De acordo com Alencar, por meio do tratamento biológico é possível eliminar entre 70 a 80% do volume de bactérias do esgoto tratado – o que atende aos padrões exigidos. Isso significa que, no final do processo, ele não é mais esgoto.
Para aprimorar ainda mais o trabalho, nos próximos meses deve entrar em funcionamento um equipamento para desinfecção do material final. É o chamado ozonizador. É uma complementação ao trabalho que já é feito atualmente. Com isso, a eliminação de bactérias dos efluentes despejados vai subir para um nível entre 90 e 100%.

Etapas de tratamento

Ao entrar na ETE, o esgoto in natura passa pelo primeiro tratamento, chamado de gradeamento. É nessa fase que são retirados os elementos sólidos.

Depois, é a vez da desarenação, que é a retirada da areia. Em seguida, o material vai para os reatores, onde camadas de bactérias são lançadas para degradar a matéria orgânica do produto.

Na etapa química, também chamada de desinfecção, será usada a base de ozônio, um composto que não agride o meio ambiente e é mais eficaz que o cloro, utilizado comumente em outras estações de tratamento do Brasil.

A ETE Vinhais já dispõe do ozonizador, aparelho por meio do qual o ozônio será posto em contato com o esgoto para a etapa final de tratamento. A Caema aguarda a entrega de duas peças, em fase de produção em fábrica especializada, para montagem e funcionamento da máquina.

A resolução Conama 430 refere-se ao conjunto de normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que colabora com o governo na formação das políticas de proteção ao meio ambiente em todo o país.

Soluções para o odor

A Caema estuda formas de minimizar ainda mais o odor proveniente dos gases desprendidos do esgoto em tratamento na ETE Vinhais. Tratado, o esgoto resulta em gases e lodo. Os gases, confinados em tubos e canais, são direcionados para câmaras onde passam por processo de queima para a redução do mau cheiro.
Antes da queima dos gases, são aplicadas cargas de um polímero chamado peróxido de hidrogênio, reduzindo fortemente o odor do esgoto em tratamento. As cargas são despejadas no esgoto in natura, quando entra na estação, e nos tanques de contato, antes da saída dos efluentes.

“A arborização de eucaliptos ao longo da estação também vai proteger a comunidade em volta do mau cheiro. Essas são algumas ações, e continuamos a buscar outras por meio de consultores”, afirma o diretor de meio ambiente e obras da Caema, João José.

Reforma e ampliação

Além de construir a ETE Vinhais, o Governo do Maranhão realiza melhorias nas ETEs Jaracati e Bacanga, que havia anos não passavam por reformas e foram entregues ociosas para a atual gestão. Elevatórias e redes coletoras também são instaladas para ampliar a captação de esgoto na capital.

“A estação do Jaracati hoje opera com três reatores. Está em andamento o projeto de duplicação da estação, para colocar em funcionamento mais três reatores e implantar redes coletoras em todo o bairro do São Francisco”, diz o engenheiro da Caema, Milton dos Santos Lima.

As obras de reforma, ampliação e construção de estações de tratamento, além da instalação de elevatórias e redes coletoras fazem parte do Programa Mais Saneamento.

Só em redes coletoras, o Mais Saneamento já instalou cerca de 100 quilômetros desde 2015. Por meio do programa, o Governo executa projetos para reforma da ETE Bacanga e construção da ETE Anil, previstas para 2018.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagens relacionadas

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...