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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Roberto Rocha cada vez mais nos braços da oligarquia Sarney

do Blog do Jorge Vieira

Após romper com o governador Flávio Dino (PCdoB), que o elegeu em 2014, ser expulso do PSB e retornar como persona non grata ao PSDB maranhense, o senador Roberto Rocha vem progressivamente revelando que, nas estrelinhas do jogo político, sempre esteve atuando em defesa dos interesses do seu grupo de origem: o clã Sarney.

Neste domingo (22), o senador publicou uma postagem em uma rede social de uma visita que fez ao ex-senador e ex-governador Epitácio Cafeteira, aliado da oligarquia Sarney.

“Não posso desconhecer o valor dele [Cafeteira] à política do Maranhão”, disse Roberto Rocha na legenda da foto em que ele e a esposa Ana Cristina Ayres Diniz, aparecem ao lado de Isabel Cafeteira, esposa de Cafeteira, hoje com 96 anos e vivendo em uma UTI montada em sua residência, em Brasília.

Coincidência ou não, Roberto Rocha vem trilhando uma trajetória política semelhante à de Cafeteira.

Assim como Rocha, que se aproximou do comunista Flávio Dino e das ideologias socialistas do PSB para supostamente destronar o império Sarney no Maranhão, mas que acabou voltando atrás e atualmente é visto como forte aliado da oligarquia, ao longo de sua carreira Epitácio Cafeteira teve uma relação com José Sarney que oscilou entre a situação de aliado e de adversário.

Desde a década de 1960 Cafeteira era reconhecido como um dos principais adversários de Sarney. A rivalidade foi por terra quando, em 1986, Cafeteria usou o prestígio de Sarney, então presidente da República, para se eleger governador do Maranhão. Já na década de 1990, Cafeteira voltou a fazer oposição ao clã, mas, em 2006, novamente ele abandona a postura de adversário da família Sarney para se eleger senador com o aval do grupo oligárquico.

Aos poucos, Roberto Rocha vem demonstrando que é um “legítimo descendente da tradição conservadora do Maranhão”, como bem disse o jornalista e professor Ed Wilson Araújo no artigo “Roberto Rocha não traiu ninguém”.

Para Ed Wilson, Rocha não traiu ninguém porque ele está sendo “fiel às suas origens” e servindo como “linha auxiliar de José Sarney”, sendo, portanto, “coerente na posição política retrógrada e alinhado àqueles que desde sempre são seus bons companheiros”.

A visita de cortesia a Cafeteira é apenas mais um sinal do atraso na sombra dos interesses políticos de Roberto Rocha.

3 comentários:

  1. Quem se encostar em cerca velha vai também, vai ser o caso desse senadorzinho água de lima.

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  2. Votei nesse Senador inútil por causa do nosso governador, ou arrependimento..

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  3. Filhinho de papai no maranhão é só o que tem na politica.

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