quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Justiça condena sete advogados que trabalhavam para o PCC

No grupo estão três advogadas, entre elas duas irmãs; juiz de Presidente Venceslau diz que 'réus integravam organização notoriamente criminosa, causando pânico em todo o País'
Da esquerda para a direita, de cima para baixo, Anna Fernandes Marques, Antônio Davi de Lara, Eduardo Luiz, Fábio da Silva Domingos, Juliana de Araújo Alonso Mirandola, Paulo Sérgio Ramalho de Oliveira e Simone de Araújo Alonso

Sandro Villar, Especial para o Estado

Mais sete advogados, acusados de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), foram condenados à prisão pelo juiz Gabriel Medeiros, da 1ª Vara do Fórum de Presidente Venceslau, no oeste de São Paulo. As penas variam de oito a 17 anos e, entre os condenados, estão quatro homens e três mulheres.

No início de novembro, seis advogadas já haviam sido presas acusadas de integrar uma rede que atuava em favor da organização criminosa. Os sete condenados, que já estão presos, integram o grupo de 54 réus, entre advogados e membros do PCC, denunciados à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pela Polícia Civil. Eles foram investigados pela Operação Ethos, realizada no ano passado.

A advogada Anna Fernandes Marques recebeu a maior pena, de 17 anos e dois meses, e também terá de pagar multa de 33 salários mínimos. As outras duas advogadas são as irmãs Juliana de Araújo Alonso Mirandola e Simone de Araújo Alonso, ambas com penas iguais de oito anos e nove meses de cadeia.

A mesma pena aplicada às irmãs vale também para os advogados Eduardo Luiz, Fábio da Silva Domingos e Paulo Sérgio Ramalho de Oliveira. Eduardo Luiz obteve habeas corpus e vai aguardar as próximas decisões da Justiça em liberdade. Ainda entre os homens quem recebeu a maior pena foi o advogado Antônio Davi de Lara, condenado a 12 anos e três meses de prisão.

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