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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Apadrinhado político de Edison Lobão é alvo de operação da PF que investiga desvios no Postalis

Responsável pelo fundo de pensão entre 2006 e 2012, Alexej Predtechensky, conhecido como Russo, foi citado em delação premiada. Ele é apadrinhado do senador Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia. Alexej já foi sócio de um dos filhos de Lobão.
O ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky é um dos alvos de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Pausare. Responsável pelo fundo de pensão entre 2006 e 2012, o executivo, conhecido como Russo, é visto como apadrinhado político do ex-ministro de Minas e Energia e atual senador Edison Lobão (PMDB-MA).

A revista Época, de 16 de maio de 2014, trouxe uma ampla reportagem sobre evidências de fraudes no fundo dos Correios ligado ao PMDB. A revista revelou como afilhados políticos de Edison Lobão e Renan Calheiros quase levaram o Postalis à ruína. A reportagem revelou, ainda, que o engenheiro Alexej Predtechensky foi sócio de um dos filhos do senador Lobão.

Confira trechos da reportagem:

O caso do Postalis, maior fundo do Brasil em número de participantes (110 mil), é especial. Foi o único fundo de grande porte aparelhado, no governo Lula, pelo PMDB. Por indicação de Lobão, o engenheiro Alexej Predtechensky, conhecido como Russo, assumiu a presidência do Postalis em 2006. Com o apoio de Lobão e Renan, o administrador Adílson Costa assumiu o segundo cargo mais importante do Postalis: a diretoria financeira.

Amigo de Lobão, Russo tinha no currículo a quebra da construtora Encol, nos anos 1990. Quando diretor da Encol, fora acusado de irregularidades na gestão. Fora também sócio de Márcio Lobão, filho de Edison Lobão, numa concessionária que vendia BMWs. No Postalis, sua gestão resultou em péssimos números. Dono de um patrimônio de R$ 7 bilhões, o Postalis vem acumulando perdas significativas. Entre 2011 e 2012, o deficit chegou a R$ 985 milhões. No ano passado, o fundo somou R$ 936 milhões negativos e, em 2014, as contas no vermelho já somam mais de R$ 500 milhões, com uma projeção para encerrar o ano acima de R$ 1 bilhão.

O empresário Milton Lyra, apontado como operador do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), também é um dos alvos de busca e apreensão.

O Estado revelou em novembro de 2017 que o empresário Paulo Roberto Gazani Júnior, investigado na Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, afirmou em acordo de colaboração premiada que Predtechensky pediu propina de 3% na negociação de uma operação de debêntures de R$ 75 milhões. À época, Predtechensky apontava a necessidade de honrar “compromissos” com seus padrinhos políticos do PMDB.

No termo de colaboração, Gazani diz que o ex-presidente do Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, não deixou claro quem do PMDB era o responsável por sua indicação para o posto. Predtechensky já foi sócio de um dos filhos do senador Edison Lobão, Márcio Lobão, em uma empresa que fechou há alguns anos. O peemedebista nega a indicação política.

Gazani Júnior também afirmou na delação que até uma igreja foi utilizada para mascarar suposto pagamento de propina para Predtchensky. Segundo o empresário, foram repassados R$ 715 mil ao ex-presidente do Postalis por meio de uma falsa doação para a Associação Religiosa Igreja da Suprema Graça.

A propina, neste caso, teria sido acertada entre o delator e o próprio Predtechensky, na sala da presidência do Postalis, em Brasília. O valor definido na negociação representava 1,5% de comissão sobre o investimento a ser feito pelo fundo de pensão em um banco.

Histórico
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) decretou, em outubro de 2017, a intervenção na entidade que tem 140 mil participantes.

O Postalis é o maior fundo de pensão brasileiro em número de participantes e responsável por administrar um patrimônio de R$ 8,77 bilhões. Até o fim de 2015, o plano de benefício definido do fundo (um tipo de plano mais antigo, que foi suspenso a novos participantes, em que o benefício era previamente estipulado, independentemente da evolução das contribuições) acumulava rombo de R$ 7,2 bilhões. No ano passado, o plano voltou a ter déficit, de R$ 1,1 bilhão.

Boa parte do rombo é consequência de maus investimentos, como papéis atrelados à dívida da Argentina e da Venezuela a aplicações em títulos de bancos liquidados (Cruzeiro do Sul e BVA) e ações de empresas de Eike Batista.

A reportagem está tentando contato com o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, MILTON LYRA

Nota de esclarecimento

Milton Lyra não é e nunca foi intermediário de qualquer repasse a congressistas. Tampouco teve qualquer tipo de negócio com o fundo Postalis. O empresário é o principal interessado na conclusão das investigações, para o que colabora integralmente no esclarecimento das falsas acusações das quais tem sido vítima.

Assessoria de imprensa do empresário Milton Lyra

Com informações de O Estado de São Paulo

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