terça-feira, 17 de julho de 2018

Bandidos que mataram, esquartejaram e tocaram fogo em corpo de mulher são condenados em São Luís


Dois dos assassinos da jovem Rayssa Melo Diniz, morta com requintes de crueldade, foram condenados pelo 4º Tribunal do Juri de São Luís, na segunda-feira (16). O crime ocorreu no dia 14 de novembro de 2016, por volta de 20h, no bairro Alto da Esperança, na área Itaqui-Bacanga, em São Luís.

Elias Fernando Bandeira Alves, conhecido como “Coiote”, foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Já Miqueias Augusto Oliveira Silva, o “Mil Grau”, a 31 anos e três meses de reclusão. O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Sarney Costa (Calhau) e foi presidido pelo juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os acusados asfixiaram a jovem e ainda atearam fogo no cadáver. Elias Alves teria atraído a jovem para a sua casa, e Miqueias Silva, réu confesso, teria desferido um golpe no pescoço da vítima e em seguida a asfixiado com um fio elétrico.

O crime teria sido motivado por vingança devido furto de entorpecentes. A vítima ficou desaparecida alguns dias até que as investigações policiais encontraram seu corpo numa área de mangue na região Itaqui-Bacanga.
À época, o delegado Walter Wanderley, que comandava a Delegacia do bairro Anjo da Guarda, relatou que a jovem teria sido atraída até a casa de Miqueias. Já na casa, ela consumia droga, consciente ainda, quando ele deu um ‘mata leão’ e ela desmaiou. “Eles a enrolaram em um pano e a levaram para um terreno, onde ele passou um fio no pescoço dela. Então, eles a jogaram dentro de um tanque, com lençol e tudo e tocaram fogo”, relatou o delegado.

Os réus foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e dissimulado; destruição de cadáver e corrupção de menores. Os condenados, com o objetivo de ocultarem os crimes, queimaram o corpo da adolescente e jogaram os restos mortais em um bueiro. De acordo com a sentença, os réus são integrantes de facção criminosa e envolvidos com tráfico de drogas.

A pena deve ser cumprida em regime fechado e imediata no complexo penitenciário de Pedrinhas, local onde os condenados já estão presos desde o crime.

Na sessão do júri, o promotor de Justiça Samaroni de Sousa Maia atuou na acusação. A advogada Cristiana Barros Dutra e o defensor público Fábio Marçal Lima atuaram na defesa dos acusados. Os familiares e amigos da vítima acompanharam o julgamento.

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