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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Médica que mandou matar marido em Itapecuru-Mirim é condenada a 12 anos de prisão, mas vai recorrer em liberdade


A médica pediátrica Lúcia Regina Mendonça Bastos foi condenada a 12 anos, sete meses e 20 dias de reclusão por ter mandado matar o marido, o empresário George Siqueira de Sousa, o "Geo", em 19 de julho de 2011, na cidade de Itapecuru-Mirim.

A vítima trabalhava com material de construção, tendo uma empresa de representação comercial de cimentos. À época do crime, informações da polícia davam conta que o comerciante era conhecido também pela prática de agiotagem (empréstimo de dinheiro a juros), sendo suspeito de envolvimento em um homicídio. Ainda no dia do execução do comerciante, já chegava à polícia informações de que poderia se tratar de crime passional.
O empresário Geo Siqueira foi morto com dois tiros
na cabeça
Outro envolvido no assassinato, Carlos Alberto da Silva Santos, foi considerado culpado e condenado à pena de 12 anos de reclusão. Já a acusada Benedita de Araújo Melo foi absolvida pelo Conselho de Sentença. Os dois condenados poderão recorrer em liberdade.

Todos acusados, por intermédio de pistoleiros, planejaram e executaram a morte do marido da médica. 

Consta na peça acusatória que, em julho de 2011, os três envolvidos teriam planejado a morte do marido de Lúcia Regina. A ex-companheira afirmou que sofria constantes agressões por parte do marido, o que teria motivado o planejamento do crime em companhia de Benedita de Araújo. Elas contactaram Carlos Alberto que, por sua vez, teria acionado dois homens para concretizarem a morte. O processo dos dois homens corre em separado, segundo a Justiça.
Armas usadas para matar o empresário
O inquérito relatou que a vítima estava na Loja Tarsotel, no centro da cidade, quando uma moto parou na porta. O homem que estava na garupa desceu, se aproximou, e disparou dois tiros na cabeça da vítima para, em seguida, empreenderem fuga.

No decorrer da investigação, a polícia apurou que a vítima era casada com Lúcia Regina desde 1994, tendo com ela duas filhas. Foi apurado, ainda, que Lúcia Regina havia registrado dois boletins de ocorrência, alegando ser vítima de violência doméstica praticada pelo marido, desde o ano de 2003.
Relata a denúncia que Lúcia Regina e Carlos Alberto teriam se encontrado uma vez em Chapadinha para acertar detalhes do crime, momento em que Carlos ligou para um dos executores e afirmou que o valor do serviço seria de R$ 50 mil. A polícia desvendou o crime após realizar, sob autorização judicial, a interceptação dos telefones dos acusados.

A sessão teve início na quinta-feira (12), sendo retomada e encerrada na sexta-feira (13), totalizando 38 horas de duração, sendo presidida pela juíza Edeuly Maia Silva, titular da 3ª Vara de Itapecuru-Mirim.

Além da magistrada presidente do Tribunal do Júri, a sessão contou com os promotores Denis Lima Rego, Benedito de Jesus Nascimento e Carlos Augusto Soares na acusação. Na defesa dos réus, os advogados Erivelton Lago, Jogundo Ferreira Franco Filho, Eduardo Ferreira Bringel e Vitor de Sousa Lima.
O vereador Abraão Nunes, o PM Carlos Alberto e a médica Lúcia Regina foram presos em 07 de novembro de 2013 por envolvimento na morte do empresário "Geo"




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