quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Abuso de autoridade: delegado prende agente penitenciária que revistou escrivã no presídio de Santa Inês; ouça relato da agente e veja vídeos


O delegado Ederson Martins, que responde pela Delegacia Regional da Cidade de Santa Inês, está sendo acusado de abuso de autoridade por ter dado voz de prisão e conduzido coercitivamente uma agente penitenciária que estava de serviço na Unidade Prisional de Ressocialização.

A agente Adriana Roma foi retirada de seu local de trabalho e conduzida pelo próprio delegado no camburão de uma viatura da Polícia Civil. O caso ocorreu por volta de 18h de terça-feira (02).

Segundo Márcio de Deus, membro do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão, na última terça-feira (02), por volta de 15h, a agente estava de plantão na permanência da UPR/Santa Inês, quando uma escrivã de Polícia Civil adentrou para fazer o interrogatório de um detento, sendo que sua passagem foi prontamente concedida, assim também como de um agente policial que lhe acompanhava.
Ao perceber a irregularidade, a agente penitenciária Adriana Roma se dirigiu aos dois, solicitando que se submetessem ao processo de revista. De acordo com a versão do sindicato, a escrivã se sentiu constrangida por ser obrigada a, inclusive, se agachar durante revista intima e vexatória, fato, que é negado, veementemente, pela agente penitenciária.

“Esse tipo de revista já está proibido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). No caso da revista da escrivã, foi feita na sala e o procedimento durou menos do que cinquenta e cinco segundos. Isso não é tempo hábil para que ela tirasse as vestimentas, como alegou”, disse Adriana em áudios divulgados nas redes sociais.

Após passar pela revista, a escrivã interrogou o detento normalmente e deixou o prédio da UPR.

Horas depois, por volta das 18 horas, o delegado Ederson Martins entra no local questionando quem seria a agente Adriana e, de imediato, lhe deu voz de prisão por desacato.
“Eu me levantei da cadeira e ele pegou meu braço com truculência, torceu meu braço. Eu resisti porque aquilo foi uma surpresa, uma prisão ilegal, eu fiquei abalada. Fui imobilizada por ele e ainda vieram mais dois policiais que me agarraram pelos braços e pernas e me conduziram diretamente para a viatura da Polícia Civil. Fui conduzida por um camburão, como o pior bandido”, desabafa a agente.

Acredita-se que a Secretaria de Estado da Segurança (SSP) deverá abrir procedimento administrativo para apurar a conduta do delegado. Até o momento, a Secretaria de Administração não se posicionou sobre o caso.

A agente Adriana Roma, que é natural de Teresina/PI, foi trazida para a Seap e disse que não pretende mais continuar lotada em Santa Inês, mas seu chefe imediato teria dito que ela continuará exercendo suas funções na mesma Unidade Prisional.

Revoltados com a situação, os agentes penitenciários prometem fazer manifestações contra essa ato arbitrário do delegado.

Com informações do Blog do Sérgio Matias

2 comentários:

  1. Agora como jornalista, procure saber a outra versão!!!

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  2. Se vc que são do sistema se revoltam com esta atitude imagina nos reles mortais, que convivemos quase que diariamente com isso. Sem maldade, é bom sentir um pouco na pele. E agora será que vai ter corporativismo para o Delegado? Fiquem de olho Sindicato.

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