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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Ditadura mata: jornalista Wladimir Herzog foi torturado e assassinado por enfrentar o fascismo


Por James Maxwell Fernandes Araújo
Jornalista e professor universitário

"Um povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la" (Edmund Burke).

Não é mentira, nem exagero! Vladimir Herzog, jornalista, professor e dramaturgo, foi torturado e assassinado em 1975, dentro do quartel-general do II Exército, em São Paulo, comandado pelo general Ednardo D'Ávila Mello.

Herzog, que não desempenhava nenhuma atividade clandestina, foi morto por exercer o direito à livre manifestação do pensamento. Por exercer a crítica e a contestação política. Como muitos outros, foi torturado e assassinado por ter demonstrado coragem para enfrentar os governos fascistas.

Este mesmo direito é plenamente exercido hoje por Jair Bolsonaro, que pretende ter exclusividade sobre ele e ameaça com a tortura e o silenciamento aqueles que o reivindicam, uma característica fundamental e inequivocamente fascista.

Não podemos permitir que o candidato Jair Bolsonaro e seus seguidores neguem e apaguem da história as atrocidades cometidas pelos governos militares. Pesquisem e publiquem mais exemplos.

Bolsonaro, sim, se aproveita da ignorância (falta de informação) e da estupidez (falta de discernimento) de pessoas que nunca abriram um livro de História do Brasil, porém, demonstram impressionantes convicção e eloquência em suas opiniões, formadas, exclusivamente, com base nos conteúdos das redes sociais. Os mesmos conteúdos que foram objeto de grave denúncia nos últimos dias.

"Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados" (Edmund Burke).

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