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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Pastor ou ditador? Presidente da CEADEMA critica Eliziane Gama, acredita em fake news contra Manuela D´Ávila e determina apoio a Bolsonaro

Ouça a íntegra do áudio gravado pelo pastor e compartilhados nas redes sociais
Eliziane declara apoio a Haddad e presidente da Assembleia de Deus no Maranhão repudia e diz que fieis deverão votar em Bolsonaro
A deputada federal Eliziane Gama (PPS), eleita senadora com apoio dos evangélicos do Maranhão, foi atacada duramente pelo pastor Pedro Aldi Damasceno, presidente da Convenção Estadual das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão (CEADEMA), pelo fato de ela ter declarado apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Agindo como ditador, o pastor diz que os evangélicos devem votar em Bolsonaro.

O pastor, em tom de indignação, gravou um áudio repudiando a declaração da senadora recém-eleita e dizendo que convocará os membros da Convenção para discutirem o assunto, pois se sentem traídos.

“Quero reprovar e protestar contra a palavra de apoio da irmã Eliziane dizendo que vai apoiar o Haddad. Nós não aceitamos”, disse o pastor.

O líder evangélico declarou que o candidato do PT é uma ameaça para as igrejas evangélicas e que não pretende apoiá-lo.

“Vou pedir o apoio de todos os pastores, da Mesa Diretora, do Conselho de Ética de Disciplina, do Conselho Consultivo, de todas as comissões e todas as missionárias para se oporem contrário ao pronunciamento de apoiar o Haddad. Ele não tem apoio nosso, tem repugnância”, disse o pastor.

Pastor acredita em fake news contra Manuel D´Ávila

No áudio, o pastor repercutiu uma fake news contra a candidata a vice-presidente de Haddad, Emanuela D´Ávila, onde ela aparece com uma camisa que estampa a frase ‘Jesus é Travesti’. Trata-se de uma montagem para tentar enfraquecer a comunista. 

A fake news seria uma das justificativas para os evangélicos não votarem em Haddad no segundo turno. 

Ele ainda acrescenta que o candidato petista pretende fechar as Igrejas. Uma verdadeira ação para alimentar o ódio contra Haddad. Na verdade é uma postura de ditador. Líder religioso deve pregar a paz e não disseminar ódio e intolerância.

Espera-se que a deputada federal e senadora eleita apresente, nesta terça-feira (09), um posicionamento sobre essa postura autoritária do presidente do pastor. Como liderança política, ela não pode ficar atrelada à vontade do pastor.

Os evangélicos são livres e não podem aceitar ser massa de manobra. 

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