terça-feira, 27 de novembro de 2018

Ordem para assalto em Bacabal foi dada por chefe de quadrilha que se encontra no Uruguai


Ordem teria sido dada por José Francisco Lumes, o “Zé de Lessa”, líder do “Bonde do Maluco”, de Salvador. Ele é procurado pela Interpol. Grupo acusado pelo crime teria ramificações em vários estados do país.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou nesta terça-feira (27) que a ordem para o assalto a unidade do Banco do Brasil (BB) de Bacabal veio de fora do país e foi dada por José Francisco Lumes, conhecido como “Zé de Lessa”, que está sendo procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

Segundo a SSP, José Francisco vive no Uruguai e é irmão do baiano Edielson Francisco Lumes, que morreu no confronto com policiais e teria comandado o ataque à unidade do BB, ao quartel da Polícia Militar e à Delegacia Regional de Bacabal na noite de domingo (25).

Além de Edielson, a SSP confirmou a identidade de outros dois assaltantes que morreram no confronto com a polícia. São eles: O paraense Warley dos Reis Souza, o 'Bombado'; e Gean Martins Rocha, de Araguaína, no Tocantins.
A polícia já recuperou mais de R$ 3 milhões que haviam sido 
furtados por várias pessoas logo após a fuga da quadrilha
A Secretaria de Segurança Pública informou ainda que o grupo responsável pelo assalto é formado por quase 80 integrantes e teria ramificações em estados do norte e nordeste. Do ataque em Bacabal, a polícia acredita que pelo menos 30 homens participaram. Dois dias depois do crime, um cerco continua montado na região para tentar prender os criminosos.

“Fizemos um perímetro em volta de Bacabal, onde acreditamos que os elementos ainda se encontram e a checagem está sendo feita tanto nas MA’s, quanto nas vicinais, como forma de barreira. Temos todo o sistema de inteligência trabalhando”, contou o comandante da Polícia Militar, coronel Jorge Luongo.

Até agora, R$ 3,7 milhões foram recuperados. O dinheiro estava nas ruas, na unidade do banco e também nas mãos de moradores. Oito pessoas estão presas e são investigadas, entre elas o policial militar do Piauí, André dos Anjos de Sousa; e um soldado do Corpo de Bombeiros do Maranhão, Luís Gustavo Lima Mendes.
“Vamos tipificar a conduta deles nesse momento como furto. O do Piauí foi autuado, o bombeiro do Maranhão está sendo autuado e isso é o primeiro momento de atuação por um fato. Mas nós vamos colocá-los no raio apuratório para saber o que eles, enquanto militares, faziam no perímetro de prática de roubo a banco”, declarou Jefferson Portela, secretário de Segurança Pública.

Em coletiva nesta terça (27), o secretário de Segurança Pública Maranhão, Jefferson Portela, justificou as razões para o serviço de inteligência não conseguir se antecipar ao ataque. Segundo o secretário, um dos motivos foi a falta de comunicação do banco com a polícia.
“Todo o dia antes do dia de pagamento nós temos a operação chamada Maranhão Seguro, que começou ontem. Se o Banco do Brasil nos avisa, não tinha problema nenhum nós começarmos no domingo e no sábado porque os nossos homens já estavam em Bacabal, o Cosar. Era simplesmente isso. Avisou? Tem uma quantia maior fora da rotina? Estaria feito o policiamento. Não foi avisado, infelizmente”, disse Jefferson Portela.

O Banco do Brasil não comentou as declarações do secretário da SSP, mas disse que colabora com a polícia para a elucidação do caso e que a população de Bacabal pode usar os correios e lotéricas para fazer serviços bancários até que a agência seja restaurada.

Com informações do G1 Maranhão

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