domingo, 2 de dezembro de 2018

Atacado a tiros por PM, ex-prefeito de Afonso Cunha aponta o atual gestor como idealizador do atentado

"Felizmente o prefeito e seu comparsa falharam no seu objetivo, estou vivo e bem, embora pasmo. Não posso também deixar de contar que testemunhei ainda o prefeito fugir do local, dando cobertura  aquele que atirava contra mim dentro de seu carro. E mais tarde o levando segundo amigos, em seu próprio carro para fora do município", diz o ex-prefeito.
O ex-prefeito de Afonso Cunha, José Leane, foi vítima de ataque a tiros
O ex-prefeito da cidade de Afonso Cunha, José Leane, foi vítima de um atentando a tiros na tarde deste domingo (02). Os tiros de pistola .40 contra o carro do ex-gestor foram disparados pelo policial militar identificado como Graciliano.

Segundo áudios divulgado em grupos de WhatsApp, o carro do atual prefeito Arquimedes Bacelar fechava a caminhonete do ex-prefeito numa estrada vicinal da localidade Capim, para que o PM, que pilotava uma moto com a pistola em punho, se aproximasse e efetuasse os disparos.
O atual prefeito, Arquimedes Bacelar, teria fechado o carro do ex-prefeito
Testemunhas contam que uma pessoa gritou que o ex-prefeito estava acompanhado de pessoas, inclusive idosas, mas o policial disparou diversos tiros, que por milagre não acertaram o ex-prefeito/ou os ocupantes do carro.

Em outro áudio, uma testemunha afirma que Arquimedes dava cobertura para o PM e sustenta que o prefeito deu fuga para o elemento em sua caminhonete.

Na noite deste domingo, o ex-prefeito José Leane divulgou um relato do atentado. Ele aponta o atual prefeito como mentor do ataque.

“Ataque esse que foi engendrado pelo prefeito Arquimedes Bacelar, que hoje vestiu-se como algoz, e tendo apoio do policial militar Graciliano, que vi retirar uma pistola ao lado de uma viatura da polícia militar, sem que ninguém o impedisse, e usou propriedade do Estado do Maranhão, para atentar contra minha vida usando aparato que deveria ser para minha segurança. Fez isso enquanto Arquimedes Bacelar, usando seu carro, impedia meu carro de ultrapassar, fazendo de mim alvo fácil para aquele que atirava”.

Confira o teor do relato feito pelo ex-prefeito.

Venho através desta denunciar a toda sociedade de Afonso Cunha, aos maranhenses em geral, e a quem mais possa interessar, o momento de terror vivido em nossa cidade, que hoje vive sob o signo da má administração, tendo retornado ao tempo obscuro das perseguições em que era comum atentar contra a vida dos opositores e rivais políticos.
                                
Hoje, eu, José Leane, ex-prefeito de Afonso Cunha, que por oito anos governei nossa amada cidade com respeito aos adversários e devotando carinho a todos, sofri um terrível ataque nas proximidades de nosso pacato município, quando retornava do povoado Capim, estando acompanhado por mais três pessoas. Ataque esse que foi engendrado pelo prefeito Arquimedes Bacelar, que hoje vestiu-se como algoz, e tendo apoio do policial militar Graciliano, que vi retirar uma pistola ao lado de uma viatura da polícia militar, sem que ninguém o impedisse, e usou propriedade do Estado do Maranhão, para atentar contra minha vida usando aparato que deveria ser para minha segurança. Fez isso enquanto Arquimedes Bacelar, usando seu carro, impedia meu carro de ultrapassar, fazendo de mim alvo fácil para aquele que atirava.

Felizmente o prefeito e seu comparsa falharam no seu objetivo, estou vivo e bem, embora pasmo. Não posso também deixar de contar que testemunhei ainda o prefeito fugir do local, dando cobertura  aquele que atirava contra mim dentro de seu carro. E mais tarde o levando segundo amigos, em seu próprio carro para fora do município.

Para aqueles que se preocupam, digo que estou bem. Em contato com autoridades policiais e judiciais, busco agora por Justiça. Não só para mim, mas para todos, porque temos o direito de ser oposição, de ser contrários, e de agir livremente. Se o prefeito Arquimedes Bacelar não aceita a oposição, que saia do cargo, porque a oposição sempre vai existir enquanto vivermos em um estado democrático de direito. O que não deve mais existir são os tiranos, aqueles que não aceitam a contrariedade, e que atentam contra a vida de seus opositores.

José Leane, ex-prefeito de Afonso em 02 de dezembro de 2018

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