quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Polícia ouve mais um PM sobre as execuções de três jovens na zona rural de São Luís

A Polícia Civil também ouviu outros militares e um agente penitenciário que prestava serviço de segurança nas obra do 'Minhas Casa, Minha vida' na Vila Coquilho, onde três jovens foram mortos.
17 pessoas já foram ouvidas em investigação sobre triplo homicídio de jovens em São Luís
 Policial João Inaldo Corrêa Júnior foi ouvido na SHPP por ser o dono de uma arma que teria disparado para cima no dia do crime
A Polícia Civil ouviu nesta quarta-feira (9) o policial militar João Inaldo Corrêa Júnior pelo assassinato de três jovens na Vila Coquilho, zona rural de São Luís, na última sexta (4). O militar foi ouvido na Superintendência de Homicídios por ser o suposto dono de uma arma usada para dar um tiro para cima no dia do crime. Após o depoimento, o PM foi liberado.

Segundo a Polícia Civil, o PM Hamilton Caires Linhares, que está preso, confessou que perseguiu os meninos e deu um tiro para cima para assustá-los, mas negou a autoria do crime. Ele disse ainda que perdeu a própria arma e que usou uma arma emprestada pelo PM João Inaldo. 

Policial militar Hamilton Caires Linhares, foi preso por suspeita de envolvimento no triplo assassinato

Na terça (8), a polícia já tinha ouvido o depoimento de outro PM identificado apenas como Leonardo, além de um agente penitenciário. Eles faziam a vigilância armada de um condomínio em construção na região, onde os meninos chegaram a ser vistos com vida um dia antes do crime.

Atualmente, a principal linha de investigação é de execução, principalmente pela forma como o corpo dos meninos foram encontrados. A Polícia Civil também identificou o tipo de arma usada no crime.
 PM identificado como 'Leonardo' prestou depoimento nesta terça (8) sobre a morte dos três jovens na Vila Coquilho, em São Luís

“Eles foram alvejados por uma arma de uso restrito calibre .40 e até então nós investigamos se o autor desse delito teve alguma colaboração. Como eram três adolescentes, acreditamos que seja pouco provável que essa pessoa tenha participado sozinho do crime. Outras pessoas devem ter cercado os meninos e uma só pessoa efetuou os disparos”, informou o delegado Dilson Pires.

O caso
Joanderson da Silva Diniz, 17 anos; Gustavo Feitosa Monroe, 18 e Gildean Castro Silva, 14 anos, foram encontrados mortos na zona rural de São Luís

Na última sexta-feira (4), três jovens foram encontrados mortos em uma região de mato no bairro Coquilho, zona rural de São Luís. Eles foram identificados como Gustavo Feitosa Monroe, de 18 anos; Joanderson da Silva Diniz, 17 anos; e Gildean Castro Silva, de 14 anos.

Segundo familiares, os jovens foram vistos pela última vez na manhã de quinta (3) em uma área de construção de um condomínio do 'Minha Casa, Minha Vida' que está sendo realizado na região.

Por causa das execuções, moradores se revoltaram e incendiaram o setor administrativo dos condomínios e dois ônibus que fazem o transporte dos funcionários das construtoras da obra.

O empreendimento fica próximo a um matagal, onde os corpos dos jovens foram encontrados. Um funcionário da construtora também é esperado para prestar depoimento à polícia por ser dono de um celular achado no local do crime.

Com informações do G1 MA

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