terça-feira, 21 de novembro de 2017

'Folha complementar’ foi implantada na gestão de Murad, diz Polícia Federal

Documentos da Justiça Federal, elaborados com base nos dados das investigações da polícia, apontam que a ‘folha complementar’ usada para distribuir benesses aos apadrinhados políticos foi implantada na gestão de Ricardo Murad à frente da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

O principal foco da investigação diz respeito à contratação de pessoas ou como ‘fantasmas’ ou com salários acima do normal em uma ‘folha complementar’ feita em especial nas organizações ICN e Bem Viver.

Segundo o documento, a elaboração da ‘folha complementar’ ocorreu desde o começo da gestão de Murad, conforme demonstram os diversos e-mails enviados e recebidos por Chisleane Gomes Marques, Karina Mônica Braga Aguiar e Bernadete de Lourdes Veiga Ferreira, que ocupava o cargo de superintendente de Acompanhamento à Rede de Serviços de Saúde na gestão de Ricardo Murad.

Nos e-mails, Karina descreve como operacionalizava o esquema de pagamentos extras aos apadrinhados políticos da oligarquia. O próprio delegado Wedson Cajé chega a dizer em seu relatório que “o esquema de pagamentos extras de pessoal não era uma novidade”.

Na peça, o delegado evidencia o diálogo entre Bernadete de Lourdes e Karina Mônica que atuava como gerente administrativa da OSCIP Bem Viver. Nele, a superintendente de Acompanhamento à Rede de Serviços de Saúde na gestão de Murad pede aos institutos ICN e Bem Viver que informem a relação dos colaboradores que estão com o ponto ‘liberado’.

O e-mail de ‘levantamento de pessoal da Rede’ foi enviado no dia 10 de setembro de 2014 ainda na madrugada e pede ‘celeridade’ na divulgação das informações solicitadas. (veja documento acima)

As investigações sobre desvio de verba da saúde foram iniciadas em 2010 e resultaram na deflagração da operação em novembro de 2015, quando várias pessoas foram presas por desvios de verbas da saúde pública no Maranhão, no período de 2010 a 2013.

Na época, até o ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad foi conduzido coercitivamente pelo esquema adotado em sua gestão da saúde pública.

2 comentários:

  1. Caro Gilberto, todos nós sabemos que Ricardo Murad tinha tambem esse tipo de comportamento. O que não se admite é que um governo de mudança continue com as mesmas práticas do governo anterior, Isso é que está sendo questionado. Cadê o governador que não demite o secretário de saúde por saber e se omitir? É esse o X da questão

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  2. O importante é que ajustes são feitos permanente, Até aqui, o governo não tem varrido sujeira para debaixo do tapete. Paulatinamente esses esquemas montados no passados estão sendo desfeitos. O secretário tem feito um esforço para moralizar a pasta da Saúde. O ideal é que o Estado acabe com todas as terceirizações e entregue toda a gestão para a EMSEH. Esse modelo de terceirização interessa, principalmente a políticos que costumam indicar apadrinhados. Para eliminar esses privilégios, o governo tem apostado nos seletivos para contratação para as unidades de saúde.

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