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quinta-feira, 8 de março de 2018

Investimento do governo em segurança faz São Luís deixar lista de cidades mais violentas do mundo

São Luís está fora da lista de 50 cidades mais violentas do mundo, segundo estudo da organização de sociedade civil mexicana Segurança, Justiça e Paz, referente a 2017. A capital, que estava no ranking em 2016, apresentou redução deste crime no ano seguinte, após investimentos do Governo do Estado em Segurança Pública. Agora, é a única do Nordeste e uma das três do país a não constar na pesquisa.

A entidade realiza a pesquisa anualmente e considera as taxas de homicídios por 100 mil habitantes em cidades com mais de 300 mil moradores, para medir o índice de violência. O Brasil possui 17 cidades citadas no estudo. O governador Flávio Dino comentou o resultado da pesquisa, pontuando o trabalho realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).
“É mais um resultado muito positivo nas últimas semanas. Colhemos uma série de resultados bons em rankings nacionais, e agora, este estudo internacional em torno das cidades mais violentas. A capital do Maranhão saiu desta lista após os investimentos em viaturas, efetivo, inteligência policial, seriedade e firmeza na condução da segurança. O Maranhão está fora desta lista, mostrando que uma organização internacional reconhece o trabalho que estamos fazendo na segurança pública”, avalia.

Estatísticas da SSP-MA confirmam a tendência da pesquisa, pois apontam diminuição gradativa nos casos de homicídios nos últimos três anos. “Esta modalidade é um dos principais desafios das gestões na contenção do crime e da violência, pois o homicídio leva a outras ocorrências. As medidas e operações de impacto desenvolvidas pelo sistema de segurança, com o total apoio do Governo do Maranhão, mostram os resultados reconhecidos mundialmente”, avalia o secretário de Segurança, Jefferson Portela.

Reconhecimento nacional

Os investimentos do Governo do Estado foram decisivos para a diminuição da violência, principalmente dos homicídios. O Maranhão é segundo do Brasil que mais investiu em Segurança Pública, fato divulgado em reportagem da Folha de São Paulo. A publicação destaca que, entre 2015 e 2017, o Governo do Maranhão ampliou em 26% os investimentos na área, atrás apenas do Piauí.

Em números absolutos, foram mais de R$ 1,5 bilhão investidos pelo Maranhão no combate à violência em 2017. O Maranhão tem a maior tropa de policiais da história, com mais de 12 mil profissionais; e desde 2015, mais de 800 viaturas foram distribuídas às polícias.

“São investimentos importantes, significativos e pioneiros, que chegaram a todo o Maranhão e se refletem na queda expressiva da criminalidade e da violência”, reforça Jefferson Portela.

O número de homicídios na Grande São Luís caiu 40% em 2017, na comparação com 2014. Em fevereiro deste ano, a queda foi de 60% na comparação com o mesmo mês de 2014. Durante o Carnaval, quando há maior movimentação de pessoas e aumentam as ocorrências, pelo quarto ano consecutivo o circuito oficial organizado pelo Governo do Estado não apresentou registros.

Metodologia

Os levantamentos da pesquisa Segurança, Justiça e Paz são feitos por meio de fontes jornalísticas, informes de ONGs e de organismos internacionais. Não constam na pesquisa dados de cidades cujos países estejam em conflito bélico aberto, como Síria, Iraque, Afeganistão e Sudão. Isso porque, nestas localidades, a maior parte das mortes violentas são provocadas por operações de guerra, e segundo a classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS), não corresponderia à definição universalmente aceita do que seria homicídio.

Redução gradativa

Segundo dados da SSP-MA, houve queda de 40% nas mortes violentas na comparação de 2014 (910 ocorrências) com 2017 (540 casos). Na comparação ano a ano, a queda permanece. Em 2015, primeiro ano da gestão Flávio Dino, as mortes violentas reduziram 12% em comparação a 2014. Houve queda de 13% em 2016, com 693 casos e 107 vidas salvas, em relação ao ano anterior. Em 2017, foram 540 ocorrências e 153 vidas salvas, uma diminuição de 22% em relação a 2016.

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