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domingo, 6 de maio de 2018

Delegado da PF assassinado no Araçagi comandava investigações do esquema milionário de contrabando


O delegado da PF David Farias de Aragão, 36 anos, assassinado na noite de sábado (5) durante assalto na residência de praia da família, no Araçagi, era o responsável pela investigação de um megaesquema criminoso especializado em contrabando de armas, munições, drogas, bebidas e cigarros, desbaratado no final de fevereiro pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

David Aragão e o Ministério Público Federal (MPF) passaram a ser responsáveis por investigar o esquema criminoso depois que a Justiça Estadual decidiu que o caso deveria ser transferido à esfera federal por se tratar de crime de contrabando e descaminho.

Durante a investigação, conduzida pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, sob o comando do secretário Jefferson Portela, foram encontrados depósitos na zona rural de São Luís com uma grande quantidade de bebidas, drogas, armas e cigarros avaliada em 100 milhões de reais.

Muitos dos envolvidos já se encontram em liberdade, mas monitorados pela Justiça Federal. Mesmo beneficiado com habeas corpus, o delegado Tiago Bardal, ex-titular da Superintendência de Investigações Criminais (Seic) continua preso por força de outra prisão preventiva. Ele é suspeito de envolvimento no sumiço de uma carga apreendida na cidade de Viana.

Pelas informações passadas à imprensa, o delegado Jefrey Furtado disse que os três assaltantes, por volta de 21h, estavam reunidos na Vila Luizão e decidiram sair a pé para praticar assaltos. Passando pela Avenida Atlântica, na Praia do Meio, no Araçagi, perceberam a movimentação na casa e decidiram praticar o assalto, que terminou culminando com o assassinato do delegado.

A polícia deve aprofundar as investigações para saber se o latrocínio foi ao acaso, como diz o assaltante preso Wanderson de Moraes Baldez, ou se houve uma premeditação para assassinar o delegado, com possível simulação de assalto.

O delegado travou luta corporal com os bandidos antes de ser assassinado

O delegado ainda chegou a travar luta corporal com dois dos três assaltantes que invadiram a residência da família. No momento da ação criminosa, estava sendo comemorado o aniversário da filha do delegado.

Para terem acesso à residência, dois deles foram por uma casa abandonada, ao lado da residência do delegado, e entraram pelos fundos. O terceiro escalou o muro da frente. Ao anunciarem o assalto, os bandidos determinaram que os homens ficassem deitados, e passaram a fazer um raspa, tomando celulares, bolsas e outros objetos das pessoas que se encontravam no terraço e área externa da casa.

No momento em que eles ameaçaram adentrar a parte interna da residência, houve reação dos presentes por causa das crianças. Eles chegaram, então, a exigir que um dos homens saísse da casa com eles, dirigindo um dos carros. Como demoraram a encontrar a chave, a situação ficou mais tensa, com o delegado passando a travar luta corporal com dois assaltantes.

Eles queriam tomar uma pistola 9mm. A luta foi terminar no campo de futebol da residência. O delegado foi surpreendido com facadas nas costas desferidas pelo terceiro assaltante. Um deles se apoderou da pistola e disparou um tiro no abdômen do delegado, que foi socorrido, mas morreu ao dar entrada no hospital.


O sepultamento está previsto para as 16h, no cemitério Parque da Saudade, no bairro Vinhais, em São Luís.

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