segunda-feira, 12 de abril de 2010

MAIS UMA AVENIDA DA MORTE EM SÃO LUÍS: A LOURENÇO VIEIRA DA SILVA

O vereador Augusto Serra, com certeza, não será a última vítima da  Lourenço Vieira da Silva, a avenida da morte, principal via de acesso à região da Cidade Operária. Acidentes fatais ocorrem com freqüência naquela via, principalmente após o Terminal da Integração do São Cristóvão (sentido Cidade Operária). Na entrada do Motel Camarim, de propriedade da família de Augusto Serra, está localizado um dos pontos mais perigosos, por ser a principal  travessia de pedestres e ciclistas que vêm da região do Conjunto São Raimundo, além de ser numa curva. Várias pessoas já perderam a vida nesse ponto.

O principal problema é a falta de sinalização e redutores de velocidade. Há muito tempo, a população reivindica a colocação de semáforos nessa passagem de ciclistas e pedestres, mas a Prefeitura sempre ignorou as solicitações. Chegaram a colocar alguns “tachões”, mas só ajudaram na redução de velocidade por alguns meses. Com o passar dos tempo, foram empurrados para dentro da camada asfáltica. Mesmo algumas faixas de pedestres já não são visíveis.

A Prefeitura pode até alegar que motoristas e motociclistas são imprudentes, por desenvolverem alta velocidade, mesmo sabendo dos riscos. Até quando a Prefeitura vai continuar aguardando essa consciência por parte de condutores de veículos? Cabe ao poder público, nesse caso, zelar por vidas humanas.


A foto ao lado é do motoqueiro José Airton Balbino Maciel, de 38 anos, que morreu no dia 1º de novembro de 2009, vítima de um acidente de moto na Avenida Lourenço Vieira da Silva, na Cidade Operária.

José Airton, que morava na Rua 8, Quadra 84, bloco B, casa 20, no bairro Cidade Olímpica, tentou desviar de outro veículo, e acabou chocando sua moto com um poste. O choque foi violento e o piloto morreu na hora.

Na manhã desta segunda feira(12) mais um motoqueiro foi vítima de aidente na Av. Lourenço Vieira da Silva, nas proximidades do Motel Arco-íris. Ele se deslocava da Cidade Operária no sentido Av. Guajajaras, quando foi colhido por um veículo. O trânsito chegou a engarrafar até as proximidades da UEMA. Ele ficou estirado no asfalto por mais de meia hora, até ser conduzido, em estado grave, ao Socorrão II.

Caso as omissões continuem, a Avenida Lourenço Vieira da Silva vai continuar ceifando vidas.

Um comentário:

  1. Gilberto,tambem teve uma morte na nessa mesma curva,só que no sentido Cidade Operaria-São Cristovão,no dia 08/09/2000,quando uma camionete capotou e quase derruba árvore.
    Outro detalhe:Tem um bueiro sem tampa perto do motel arco-íris que tem quase 3 anos sem tampa.É perigoso e nada é feito.

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