Rádio Voz do Maranhão

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Polícia não definiu datas para reconstituição do assassinato de Décio Sá


Delegados Marcos Afonso e Maria Cristina comandam as equipes de
delegados que investigam o assassinato de Décio Sá

A polícia do Maranhão continua planejando a reconstituição do assassinato do jornalista Décio Sá. O diretor do ICRIM, Carlos Henrique Roxo, ao apresentar o resultado da perícia, disse que essa reconstituição seria realizada em dois dias, a partir da noite desta segunda-feira (18). Em conversa com o delegado Sebastião Uchoa, superintendente de Polícia Civil da Capital, tomamos conhecimento que a polícia precisa de mais tempo para planejar essa reconstituição, pois será necessário mobilizar um grande aparato de segurança, devendo ser realizada somente na próxima semana.

Essa reconstituição será o principal assunto de uma reunião com todos os delegados envolvidos nas investigações, amanhã (19), na sede da Secretaria de Segurança, sob o comando da delegada geral, Maria Cristina Menezes, e de seu adjunto, delegado Marcos Afonso.

O delegado Sebastião Uchoa disse que, depois da elucidação do assassinato do jornalista, a polícia continua realizando diligências para localizar outros três envolvidos que continuam foragidos. Ele acredita que eles não estariam mais em São Luís, mas em outras cidades do interior do Estado.

“Acredito que os outros envolvidos, que continuam foragidos estejam entocados em algum lugar, no interior do Estado. Com a formalização da primeira fase das investigações, que foi a elucidação do assassinato do jornalista, entramos numa outra fase que é descobrir motivações para o crime, além da prática a agiotagem por parte dos envolvidos”, diz Sebastião Uchoa.

O Instituto de Criminalística do Maranhão está realizando perícias nos 37 cheques que foram apreendidos em poder do grupo criminoso.

O superintendente de polícia confirma que um dos supostos líderes do grupo criminoso, Gláucio Alencar, em depoimentos, tem confirmado a prática de agiotagem com gestores públicos. Gláucio teria afirmado que estava chateado com o jornalista porque ele vinha publicando “algumas besteiras” em seu blog, relacionadas à questão de agiotagem, mas não a ponto de mandar executá-lo.

Todos os envolvidos estão presos temporariamente por 30 dias, mas a polícia está buscando elementos, através de depoimentos, para fundamentar pedidos de prisão preventiva. Apenas Jhonatan Silva, assassino do jornalista, está com prisão preventiva decretada por ter sido preso, no último dia 05, por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

Publicado também no portal Meio Norte/Teresina

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