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sábado, 15 de dezembro de 2018

Homem mata duas enfermeiras a socos e chutes no interior de São Paulo

Em depoimento, ele disse que não tinha a intenção de praticar o crime, mas que acredita que tenha tido um surto psicótico após utilizar cocaína.
Um homem de 27 anos foi preso em Mogi Mirim, na madrugada desta sexta-feira, após matar duas auxiliares de enfermagem. Ele confessou o crime.

Maria Sivoneide Oliveira de Morais, de 44 anos, e Alessandra Francisca de Paula Barbosa, de 41 anos, foram mortas com socos e chutes. O assassino teria ainda passado com o carro por cima dos corpos das mulheres.

As vítimas trabalhavam na Santa Casa de Mogi Mirim, e uma delas havia trabalhado com o suspeito em um asilo de Conchal, cidade em que tanto as vítimas quanto o assassino residiam.
Segundo a Polícia, Mateus Noronha, de 27 anos, se encontrou com as mulheres pois havia combinado uma carona até Artur Nogueira, cidade em que o crime ocorreu.

O criminoso foi preso ainda durante a madrugada, em uma estrada de Mogi Mirim. Ele caminhava pelas margens da via vestindo somente a cueca. Inicialmente ele alegou ter sido vítima de assalto, mas depois confessou o crime.

Em depoimento, ele disse que não tinha a intenção de praticar o crime, mas que acredita que tenha tido um surto psicótico após utilizar cocaína. O carro foi encontrado em um canavial de Mogi Mirim.


Um comentário:

  1. Surto ou não, foi inconsciente, porque tudo que fazemos é resultado de um processo aritmético, da formação que adquirimos e também, de nossas experiências emocionais, desde a formação uterina. Ambas são autônomas e independentes, à depender da força de seu conteúdo, o qual determinará como o corpo reagirá, tanto em situações ocasionais ou, quando o "ambiente" o faz recordar de traumas específicos de infância que, se relacionado à pessoas específicas (que tenham lhe gerado algum mal), tanto físico quanto psicológico ou emocional e, caso sua formação não for suficiente para lidar com essas experiências, um inconsciente imaturo (id), assume o contrôle do corpo, fazendo com que o mesmo satisfaça seu desejo INFANTIL de vingança, contra aquela pessoa porém, contra um personagem que assumirá o papel daquela, que será machucado(a) conforme o conceito que o autor tem dentro de si.
    Como o desejo é infantil (e criança não conhece o termo matar), ele pode até machucar muito, sendo o óbito (acreditem), mera consequência. É uma criança (com raiva) no corpo adulto, manifestando o que gostaria de ter feito ao seu algoz mas, como o mesmo era adulto e ele, criança, não pôde ser feito. Mas o inconsciente gravou e guardou o desejo, por sua intensidade. Em tudo que fazemos contra outrem, de uma simples ofensa (ou uma verdade com desejo de ferir); ofender, ser agressivo ou violento (de todas as formas), recai sobre o mesmo princípio aqui citado. Isto porque, quando ocorre, perdemos totalmente o controle sobre nossa vontade, ficando à mercê do inconsciente e do trauma, à satisfazer nosso desejo infantil, machucado e traumatizado, até sua conclusão. Até dar-se por satisfeito. Depois vem o remorso (traduzido na sensação angustiante de impotência, diante das consequências que não pode evitar). Deve haver ainda, muitas, centenas de pessoas, prestes à satisfazer seus traumas, das formas mais variadas possíveis. Trata mau os filhos, que poderá transformá-los num ser psicótico. "Ninguém faz nada se não em razão de algo que o motive". Lembre-se disso.

    Professor Amadeu Epifânio - Pesquisador/Psicanalista Auto-didata.

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