domingo, 8 de outubro de 2023

Morre em Brasília o jornalista maranhense Antônio Carlos Lima, o Pipoca

Faleceu no início da tarde deste domingo, 8, em Brasília (DF), onde lutava contra um câncer de estômago, o jornalista Antônio Carlos Gomes Lima (Pipoca), de 66 anos.

Membro da Academia Maranhense de Letras (AML), Antônio Carlos foi secretário de Comunicação nos governos de Edison Lobão e Roseana Sarney.

Irmão do jornalista, o empresário Félix Alberto Gomes Lima, proprietário da Clara Comunicação, e que se encontra em Brasília, disse que está sendo providenciado o traslado do corpo para São Luís.

O velório acontecerá na Academia Maranhense de Letras, onde ele ocupava a cadeira 07  desde 27 de outubro de 2011.

Biografia

Antônio Carlos Gomes Lima nasceu em São Raimundo das Mangabeiras-MA, a 5 de dezembro de 1956. Filho de Eurípedes Correia Lima e Saturnina (Cely) Gomes Lima. Viveu parte da infância em Floriano (PI), e a adolescência, em Barra do Corda-MA, onde estudou no Colégio Nossa Senhora de Fátima, fundado e mantido por frades capuchinhos italianos instalados no município desde o final do século XIX. Com um grupo de colegas do ginásio, fundou e editou, durante dois anos, o jornal mimeografado O Pássaro.

Em São Luís, bacharelou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão (1982). Foi redator do jornal alternativo A Ilha, repórter e coordenador de jornalismo de diversos outros veículos de comunicação de São Luís (O Estado do Maranhão, Jornal de Hoje, Rádio e TV Difusora-Rede Globo) e correspondente de veículos de outros Estados.

Diretor de Redação do jornal O Estado do Maranhão (1983-91), à frente do qual realizou importante reforma gráfica e editorial, que se destacou pela valorização das artes e da cultura.

Pela publicação da reportagem Cuba, Dez Dias na ilha que Abalou as Américas, publicada n’O Estado do Maranhão, em agosto de 1988, resultado de viagem àquele país, foi agraciado com o Prêmio Fenaj de Jornalismo, conferido pela Federação Nacional de Jornalismo.  O júri da premiação era integrado por Carlos Castello Branco, Otávio Frias Filho, Zuenir Ventura, Joel Silveira e outros consagrados jornalistas brasileiros.

Exerceu, em três administrações governamentais, o cargo de Secretário de Estado de Comunicação Social do Maranhão, à frente do qual ofereceu importante contribuição à cultura maranhense.

Entre 2004 e 2005 dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros (CEB), organismo da Embaixada do Brasil em Santiago do Chile, onde desenvolveu importante trabalho de promoção cultural de seu país. No campo editorial, entre outras iniciativas, promoveu edição especial de Los Estatutos del hombre, de Thiago de Mello, com tradução de Pablo Neruda, no marco das homenagens do CEB ao poeta amazonense, seu primeiro diretor, no início dos anos 60. Organizou, escreveu o prólogo e promoveu, junto à Universidade de Santiago do Chile (Usach), a edição de Sousândrade; um canto brasileiro de amor a Chile.

Foi agraciado com a medalhas do Mérito Mauá, do Ministério dos Transportes (1989).  Do Governo do Maranhão recebeu (1984), a comenda da Ordem do Mérito Timbira, no grau de Grande Oficial, e, em dezembro de 2013, a medalha de Comendador do 4o Centenário da Fundação da Cidade de São Luís. Em outubro de 2009, foi o Homenageado Especial do 6o Congresso de Jornalistas e Radialistas do Maranhão, em reconhecimento à grande contribuição prestada na Comunicação para a sociedade maranhense do seu tempo. É Cidadão Honorário de Barra do Corda e membro da Academia Barracordense de Letras.

Tem trabalhos publicados nos livros Cadernos de Jornalismo (Fenaj-1988), Maranhão Reportagem (São Luís: Clara Editora, 2003). Publicou os livros Além da Ilha, seleta de artigos, reportagens e entrevistas (Clara Editora, 2004) e São Luís, azulejos e poesia, destinado ao público infanto-juvenil (São Paulo: Cortez, 2007).

Um comentário:

  1. Não conhecia, serviu aos Sarneys, judiou do povo. Que Deus proteja.

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